Cultura

'O Corpo Negro na Poética Matricial dos Orixás' pesquisa entidades afrobrasileiras em cena

Oficina gratuita e online une teatro, dança e performance, tendo os orixás como disparadores

Vânia, Marcelo e Rayssa, jovens que participaram da oficina 'O Corpo Negro na Poética Matricial dos Orixás' Vânia, Marcelo e Rayssa, jovens que participaram da oficina 'O Corpo Negro na Poética Matricial dos Orixás'  - Foto: Agrinez Melo

Por meio do edital Formação e Pesquisa da LAB-PE, a atriz e pesquisadora Agrinez Melo realiza a pesquisa "O Corpo Negro na Poética Matricial dos Orixás", promovendo o intercâmbio com jovens artistas. A oficina tem incentivo da Lei Aldir Blanc, da Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco. “O Corpo Negro na Poética Matricial dos Orixás” tem como objetivo pesquisar os vetores energéticos dos orixás e entidades afro-brasileiros para o corpo negro em cena. A metodologia coloca este corpo como protagonista.

 “A pesquisa diz respeito ao texto do corpo e à ativação de vetores ancestrais a partir do resgate das entidades que possuem energia vital (o axé, na cultura Yourubá), criando personagens com corpos livres em cena, sem papel pré-determinado, em busca de um teatro decolonial, que abriga o corpo negro com todas as suas cicatrizes e, que apesar de tudo, dança”, defende a pesquisadora, atriz e arte-educadora Agrinez Melo. 

Agrinez Melo aprovou o projeto no edital Formação e Pesquisa da LAB-PE em 2021. Ela iniciou a pesquisa no dia 10 de janeiro, em intercâmbio com três jovens bolsistas pretos ligados à vivência afro-indígena e de matriz africana (duas atrizes da comunidade de Amaro Branco e um bailarino da comunidade Caranguejo Tabaiares). São eles: Marcelo Aguied, Vânia Vitória e Rayssa Barros. O intercâmbio acontecerá até o dia 10 de fevereiro e resultará numa videoperformance, com previsão de exibição em março, no canal do YouTube I Pele Ti Odun.

A pesquisa tem duas etapas. A primeira realizou encontros práticos e teóricos sobre ancestralidade e poética da matriz africana e indígena numa perspectiva decolonial; ativação corporal a partir da energia dos Orixás e encantados; construção dramatúrgica a partir das cartas para a ancestralidade; Oficina teatral da poética matricial dos Orixás, para todos os públicos maiores de 16 anos, que tenham uma vivência mínima com dança, teatro, matriz africana ou indígena.

Já a segunda etapa do projeto será a exibição da videoperformance com os três bolsistas. O vídeo contará com recurso de acessibilidade, com a presença de intérprete de Libras.

Sobre a Oficina
Como possibilidade de integrar outros públicos, será oferecida uma oficina formativa online que visa desaguar em exercícios experimentais de performance/dança/teatro evidenciados por vetores dos Orixás e entidades. Terá foco nas Yabás, nas entidades de rua (Pomba Gira, Zé Pilintra), entidades da mata e pretas velhas. 

O público-alvo da oficina são pesquisadores, estudantes, pessoas de terreiros e admiradores da poética matricial africana, pessoas do teatro e da dança. 

Ficha técnica da Videoperformance:
Pesquisadora e direção cênica: Agrinez Melo
Artistas-Bolsistas: Marcelo Aguied, Vânia Vitória e Rayssa Barros Videomaker e programação visual: Talles Ribeiro
Assessoria de Imprensa: Cleyton Cabral
Coordenação em acessibilidade comunicacional: Vouser Acessibilidade Realização: DoceAgri
Sobre a Doce Agri Produções Artísticas:

Serviço:

Oficina O Corpo Negro na Poética Matricial dos Orixás, com Agrinez Melo.

Gratuita e online, no dia 28 de fevereiro (sexta-feira), das 10h às 12h, no canal I Pele Ti Odun, no YouTube. A oficina ficará gravada e disponível no Youtube.

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