"O dia em que a morte sambou” será lançado neste domingo

Egípcio naturalizado brasileiro Habib Zahra e espanhola Valeria Rey Soto lançam novo livro às 17h

Geraldo Alckmin (PSDB) em agenda no RecifeGeraldo Alckmin (PSDB) em agenda no Recife - Foto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

Há muitas formas de se comunicar, há muitas formas de dizer o que precisa ser dito - de boas novas a péssimas notícias. E falar para crianças requer um cuidado maior, um talento a mais, principalmente sobre assuntos áridos, daqueles que os pais sequer sabem por onde começar. “O dia em que a morte sambou” fala da morte sem entristecê-la, sem fatalizá-la, com música e dança.

 Essa suavidade de livro será lançado neste domingo, às 17h, na Livraria Cultura do Paço Alfândega, com a estreia de um espetáculo montado a partir do livro, com teatro de sombras e trilha sonora ao vivo. No mezanino da livraria, uma seleção das aquarelas estará exposta até o dia 27 de dezembro. Uma leveza que vem do duo texto, do egípcio naturalizado brasileiro Habib Zahra, e ilustrações, da artista plástica espanhola Valeria Rey Soto.
Para adentrar o espectro da morte, o livro traz seu Biu, um brincante da Zona da Mata de Pernambuco que dança a todo momento, sempre alegre. Mesmo criticado pelos adultos, que com uma “mistura de censura e inveja”, não entendiam o motivo da dança, ele vivia rodeado de crianças. Elas, sim, conseguiam ouvir a música que o conduzia. “Essa obra é inspirada pela nossa vivência com os brincantes de maracatu rural e cavalo-marinho”, comenta Valeria.
É assim que a morte - aqui em forma de um esqueleto cujo coração “é um buraco negro cheio de petróleo viscoso” - é conduzida por seu Biu, envolvida em sua música, em sua dança, na cultura que ele carrega. Uma construção tão interessante e inteligente quando acalentadora, que serve tanto para lições cotidianas quanto para abordar um fato.

 “Até o fim do século 17 não existia literatura infantil. As crianças aprendiam sobre a morte e as coisas da vida com a música e literatura oral que ouviam com os adultos. A partir dali, o assunto da morte, junto com outros temas julgados tabus, foi gradualmente excluído da vida das crianças, com o intuito de ‘protegê-las’”, diz.
Este é o terceiro livro infantojuvenil do biólogo e escritor Habib Zahra, que também assina “O burro errante” (fábula inspirada pelas andanças de Habib pelo mundo, lançado em 2012) e “O último golpe do lobo mau” (a “re-versão” da fábula “Um lobo em pele de carneiro”, de 2014). Todos os títulos foram produzidos com incentivos do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura).

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