O Grande Encontro acontece hoje: artistas mais arrojados, 20 anos depois

Turnê que celebra os 20 anos da gravação do disco “O Grande Encontro” chega ao Classic Hall hoje, com Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, recordando sucessos e mostrando inéditas

Raquel Lyra foi convidada por conta de uma parceria da Fundação com a Prefeitura de Caruaru na qualificação dos profissionais em EducaçãoRaquel Lyra foi convidada por conta de uma parceria da Fundação com a Prefeitura de Caruaru na qualificação dos profissionais em Educação - Foto: Arnaldo Félix

 

Em 1995, Geraldo Azevedo excursionava ao lado de Zé Ramalho com a turnê “Dueto”, quando encontrou Alceu Valença e Elba Ramalho na plateia e os convidou para o show. Caminhos cruzados ainda no começo da carreira de cada um, o quarteto já compartilhava parcerias e interpretações capazes de dar consistência a um show à parte que se concretizou e, inesperadamente, foi um dos maiores sucessos da década de 1990.

O que nasceu do improviso pelo prazer de tocar juntos ganhou gravação de CD no Canecão, no Rio de Janeiro, em julho de 1996, com mais de 2 milhões de cópias vendidas. Vinte anos após o episódio, Alceu, Elba e Geraldo se reúnem para celebrar a data, mas desta vez com proposta mais arrojada, que conta com direção do produtor e ator pernambucano André Brasileiro.
O original foi feito somente com violões, mas a edição comemorativa que chega ao Recife hoje, às 21h, no Classic Hall, conta com uma big band, que promete trazer mais texturas para o repertório, com relevos percussivos e elétricos. “Esses últimos shows têm trazido muita alegria, até mais que o primeiro. Estamos mais maduros, tranquilos, seguros. Da outra vez foi uma coisa que pintou, a gente não tinha planejado, dessa vez investimos”, observa o petrolinense Geraldo, ao adiantar que o set list também traz músicas novas. É o caso de “Só depois de muito amor”, que o músico compôs em parceria com Abel Silva, e “Ciranda da Traição”, de Alceu.
Embora já tenha contado com outras duas edições, o reencontro de 2016 marca o retorno do cantor de São Bento do Una ao projeto. “No primeiro, todos nós éramos da RCA Ariola, por isso conseguimos lançar o disco juntos, mas quando foram fazer o segundo, eu estava com um contrato pela Som Livre. Por mais que eu tenha pedido, disseram que não iam colocar azeitona em empada da RCA”, justifica Alceu, hoje independente, sobre a ausência nos dois últimos discos do projeto. Já Zé Ramalho não vai participar desta vez por motivos que nem os amigos sabem explicar o motivo.
“Nos 10 anos do projeto, a gente pensou em fazer algo, mas Zé não topou. Ele tem os pragmatismos dele, tenho a impressão que, para ele, O Grande Encontro já fechou seu ciclo, mas mesmo assim a gente faz referência a ele. Elba canta ‘Chão de Giz’, eu e Alceu cantamos ‘Táxi Lunar’, que compusemos em parceria com Zé, e fechamos com ‘Frevo Mulher’, então ele está presente”, esclarece Geraldo que, neste ano, estava em turnê com Elba para o projeto Encontro Inesquecível, quando surgiu a ideia de se unir a Alceu para fazer a reedição d’O Grande Encontro mesmo sem o paraibano Zé.
Lançamento

A turnê d’O Grande Encontro iniciou em 17 de setembro, no Rio, com sucesso. O DVD ao vivo foi gra­vado em 27 de outubro, no teatro Net, em São Paulo. O material será lançado neste mês, pela Sony Music. “A gente queria ter tido mais tempo para ensaiar”, observou Geraldo.
Canções antigas que não entraram no primeiro encontro foram reavaliadas. É o caso de “Me dá um beijo”, que abre o disco “Quadrafônico”, de 1972, que lançou Alceu Valença e Geraldo Azevedo. “Sugeri no primeiro e Alceu disse que era uma música muito velha, mas agora cantamos juntos e é muito bonito”, explica o petrolinense. “Tinha uma queixa que a gente tocava pouco juntos antes, aí nesse tem mais interatividade e está bastante emocionante”, resumiu Alceu.

 

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