CRÍTICA

"O Lado Bom de Ser Traída": thriller erótico da Netflix traz suspense e cenas picantes

Novo filme brasileiro da plataforma de streaming estreia nesta quinta-feira (25), com Giovanna Lancellotti e Leandro Lima como protagonistas

"O Lado Bom de Ser Traída" é o novo filme brasileiro da Netflix"O Lado Bom de Ser Traída" é o novo filme brasileiro da Netflix - Foto: Juliana Cerdeira/Netflix

A aposta em produções “picantes” tem se mostrado vantajosa para a Netflix, uma vez que títulos como “365 Dias” e “Desejo Proibido” sempre figuram entre os mais assistidos na plataforma e acabam gerando burburinho nas redes sociais. Com a estreia do filme “O Lado Bom de Ser Traída”, que ocorre nesta quinta-feira (25), há a chance de uma obra brasileira figurar também nessa lista. 

Adaptação do livro homônimo escrito por Sue Hecker, pseudônimo da escritora Débora Gimenez, o longa-metragem tem todos os elementos que costumam cativar os fãs de suspenses eróticos. Desde os seus primeiros minutos, o filme transborda cenas bem quentes, mantendo o clima sempre entre a tensão e a sensualidade. 

A “traída” do título é Babi, uma contadora interpretada por Giovanna Lancellotti. Durante sua despedida de solteira, ela descobre que o noivo mantém um caso com outra mulher, o que a faz colocar um fim na relação e mudar os rumos da sua vida. É quando a jovem acaba conhecendo Marco (Leandro Lima), um juiz bonitão e misterioso que a ajuda a explorar sua sexualidade como nunca antes. 

Diego Freitas, de “Depois do Universo”, é quem dirige o romance sensual. Assim como em seu trabalho anterior para a Netflix, o diretor entrega uma obra que tem como destaque o primor visual. Desta vez, chamam a atenção as cenas de sexo - explícitas até certo ponto - bem coreografadas, com enquadramentos de câmera que fogem do convencional e em cenários belíssimos. É claro que existe certa artificialidade nessas representações, mas nada que fuja do esperado para um filme do gênero.

Se visualmente “O Lado Bom de Ser Traída” é quase impecável, o mesmo não pode ser dito sobre a sua sonoridade. Comparando mais uma vez a “Depois do Universo”, Freitas volta a abraçar a música para criar momentos, seja de tensão ou de erotismo. O problema é que acaba “perdendo a mão” nesse uso, dando ao espectador a vontade de assistir ao longa “no mudo”. Sem contar que as escolhas na trilha sonora não fogem da mesmice que toma conta da cena pop nacional contemporânea. 

O filme tenta criar algum clima de suspense a partir das investigações sobre a possível ligação do ex-noivo de Babi com um esquema de corrupção e tráfico de drogas. No entanto, as soluções encontradas pelo roteiro são tão óbvias que, em pouco tempo, o espectador já consegue vislumbrar os rumos que a trama deve tomar. Também decepciona o desfecho de Marco, apresentado como o detentor de um grande segredo que, no final das contas, não é nada de excepcional. 

Seguindo os moldes da literatura erótica contemporânea de autoria feminina, a personagem de Giovanna Lancellotti é quem está no centro das tomadas de decisões. Camilla de Lucas, que interpreta a melhor amiga da protagonista, traz alívio cômico à história. Também estão no elenco os atores Micael e Bruno Montaleone.

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