Literatura

Cepe lança livro com ensaios em homenagem a Clarice Lispector

Obra reúne dez ensaios para homenagear o centenário de Clarice Lispector

Clarice LispectorClarice Lispector - Foto: Divulgação

Mesmo após 100 anos de Clarice Lispector, há mais mistérios que descobertas em torno da vida e obra da autora. A complexidade e a singularidade de Lispector serão homenageados em um livro de dez ensaios, lançado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), hoje, no auditório do Cais do Sertão. Organizado pelo poeta e cronista, José Mário Rodrigues, o título “O que eu escrevo continua – Dez ensaios no centenário de Clarice Lispector” reúne textos de Raimundo Carrero, Lourival Holanda, Cícero Belmar, Mario Helio, Luzilá Gonçalves Ferreira, Ângelo Monteiro, Fátima Quintas, Fernando de Mendonça, Marilene Felinto e de Rodrigues.

O livro se debruça sobre cada aspecto da vida e da obra da escritora, com os autores aponta suas respectivas visões sobre Lispector. “Cada autor pinçou uma nuance específica, mergulhou nas suas raízes, perseguiu seus passos, caçou seus segredos. Há depoimentos pessoais, análises críticas, instantâneos inusitados. Labirinto espelhado, caleidoscópico, tudo em Clarice é mistério. Bem que ela avisou: Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo”, conta a jornalista Lêda Rivas na apresentação.

O próprio José Mário, que organizou o livro, ciceroneou Clarice na última visita que ela fez ao Recife, em 1976. A autora veio falecer no ano seguinte.“Não prefaciei o livro porque eu também queria escrever sobre os dias em que fui cicerone, juntamente com o escritor Augusto Ferraz, nos quatro dias em que ela estava revendo o Recife e também alguns familiares. Lembro-me que estivemos no apartamento de Samuel Lispector, primo de Clarice, na avenida Boa Viagem”, diz o autor.

Durante a visita dela, ele a guiou até o palco durante seu discurso diante da plateia do auditório do Bandepe. “Clarice tomava muitos remédios. Era natural que, diante de uma grande plateia, acontecesse uma crise de pânico. E foi o que aconteceu na entrada do auditório do Bandepe (Banco do Estado de Pernambuco, privatizado em 1998), no Recife antigo, onde ela fez uma palestra ou melhor, leu o texto que havia preparado. O auditório estava lotado. Na época em que ela esteve aqui, 1976, não era um nome tão popular, como ficou depois de sua morte, em 1977. Era conhecida nos meios intelectuais”, explica José Mário Rodrigues.

Não apenas José Mário teve histórias com a autora. O escritor Raimundo Carrero foi a um almoço com Clarice Lispector na visita à Capital Pernambucana. “Um encontro para nunca mais se livrar dele”, disse o ensaísta, que a entrevistou na ocasião, sendo cicerone dela e da assistente Olga Borelli.

SERVIÇO

Lançamento: O que eu escrevo continua – Dez ensaios no centenário de Clarice Lispector
Organizador: José Mário Rodrigues
Data: 14 de janeiro
Horário: 16h
Local: Auditório do Centro Cultural Cais do Sertão (Armazém 10 - av. Alfredo Lisboa, s/n)
Preço: livro impresso R$ 30 / e-book R$ 12

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