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“O Samba Poconé” em versão comemorativa

Disco dos clássicos do Skank completa 20 anos e ganha edição especial, com apresentação das primeiras gravações

Programa Chegando JuntoPrograma Chegando Junto - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Há 20 anos, o Skank lançava um dos discos mais importantes de sua carreira, “O Samba Poconé”. Para celebrar sucessos como “Garota Nacional”, “É uma Partida de Futebol”, “Tão Seu” e “Os Exilados”, presentes no álbum, a banda mineira lança uma edição especial do trabalho, com versões das primeiras gravações, faixas em espanhol e uma inédita, “Minas com Bahia”, que não entrou no disco na época.

“Esse disco foi o nosso terceiro, mas acaba sendo especial porque o anterior, ‘Calango’, tinha ido muito bem. Imagina a pressão para fazer um novo disco dar certo”, lembra o baterista Haroldo Ferreti, que tem quase todos os registros guardados.

E “Calango” foi mesmo uma sequência de sucessos: “Amolação”, “Jackie Tequila”, “Esmola”, “Te ver”, a versão de “É proibido fumar”, e “Pacato cidadão” estão no álbum.
Mas o Skank conseguiu manter o padrão e, com “O Samba Poconé”, revelou outros hits.

 “Ganhamos o disco de ouro e a banda passou a ser conhecida não só em todo o Brasil, como no exterior. Fizemos shows em outros países, gravamos em espanhol”, lembra Ferreti. “É uma Partida de Futebol” entrou na trilha sonora oficial da Fifa para a Copa do Mundo, e “Garota Nacional” foi uma das músicas mais tocadas em vários países.
Fenômeno
Muitas histórias rondaram a memória dos músicos do Skank ao lembrar de “O Samba Poconé” (1996). “Naquela época, fazíamos remix das músicas para tocar nas pistas de dança, em rádios”, lembra o baterista Haroldo Ferreti. Os modos de gravação eram totalmente diferentes, e a banda ainda usava o fundo da casa dos pais de Ferreti como estúdio. O momento mais emocionante, no entanto, foi a descoberta de “Garota Nacional”.

“Eu estava gravando umas batidas eletrônicas e pedi para o Samuel escutar. Na hora, ele tirou da mochila a letra de ‘Garota Nacional’, dele com Chico Amaral. Começamos a gravar e, em menos de uma hora, estava pronta. Quando eu dei o ‘stop’ no gravador e pus para rodar, começamos a pular e nos jogamos no sofá de alegria”, conta Ferreti. “Sabíamos do potencial dela, mas o sucesso foi muito maior.”

Caçando os seus tesouros guardados, o baterista conta que havia material para mais de três discos especiais. “Eu guardo tudo o que já gravamos e nisso achei a inédita ‘Minas com Bahia’, que acabou não entrando na época. Quem ouvir o disco 2 e, depois, o 3, verá ainda a evolução das gravações.”

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