O sexto filme de uma lenda viva do cinema

"Bastardos Inglórios" é mais um clássico do diretor Quentin Tarantino

Gabriel Canfild, colunista de cinemaGabriel Canfild, colunista de cinema - Foto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco

O sexto filme do diretor e roteirista Quentin Tarantino, "Bastardos Inglórios" (2009), retrata uma fatia da Segunda Guerra Mundial, especificamente a ação do grupo Bastardos na França. Os Bastardos têm a missão única de matar nazistas e aí entra a marca registrada do diretor, a violência, demonstrada com clareza, ao ponto de caracterizar a obra.

O roteiro foge dos fatos da realidade, levando o público ao universo de estereótipos clássicos: americanos caipiras, ingleses intelectuais e judeus vingativos. Filmado em 35mm, retrata a crueldade de personagens, que, apesar de estereotipados, são únicos. A perspectiva do herói contra o vilão é apresentada entre dois personagens: o coronel Hans Landa, implacável na busca e caça a judeus; e o tenente Aldo Raine, famoso pela sua tática cruel de guerra.

"Bastardos Inglórios" - Crédito: Divulgação

O enredo tem duas histórias paralelas: a de uma garota judia que luta para se passar por francesa e se depara com uma chance de vingança; e a do grupo de soldados americanos que se passam por civis na França dominada por nazistas. Os dois caminhos se cruzam diante da chance de matar todo o alto escalão alemão em uma noite. 

O filme reabre a discussão sobre a violência tarantinesca. Segundo o próprio diretor, a violência nos filmes tem dois papéis, divertir e chocar. Se há quem ame, também tem quem odeie e entenda o diretor como um adolescente querendo chamar atenção. A questão é que, apesar da violência excessiva, "Bastardos Inglórios" é uma obra-prima entre os filmes de guerra. A característica chamativa é a conservação dos idiomas no filme: inglês, francês, alemão e italiano.

 

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