Olhar poético e crítico sobre Olinda no novo livro de Germano Coelho

Autor autografa “Olinda no coração: história afetiva da cidade-humanidade” nesta quinta-feira (12)

Município de MorenoMunicípio de Moreno - Foto: Reprodução/Facebook

A leitura do novo livro de Germano Coelho - escritor e prefeito de Olinda por duas vezes (1977-1980 e 1990-1996) - traz a poética do passado da cidade-monumento e a denúncia do que há de vir, a depender da gestão. Em “Olinda no coração: história afetiva da cidade-humanidade”, Coelho destrincha um documento detalhadíssimo da realidade olindense e de outros municípios tombados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O autor, que completa 90 anos próximo mês, autografa a obra nesta quinta-feira (12), às 16h, no Mosteiro de São Bento. O lançamento é da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe).

O livro tem mais de 100 fotos, assinadas por fotógrafos como Antônio Melcop, Germano Coelho Filho, Verônica Coelho e Arlindo de Souza Amorim (Xirumba), e o lançamento coincide com os 35 anos da concessão do título. Há ainda textos assinados pela artista plástica Tereza Costa Rego, pelo membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) Geraldo Holanda Cavalcanti, pela historiadora Marieta Borges e pelo carnavalesco Fernando Augusto, além de prefácios de Eduardo Portella e de Marcos Vinicios Vilaça, também da ABL.

“Esta é uma obra séria de um gestor competente à frente não só de uma cidade-monumento, mas de uma cidade-problema. Germano é um cara que fez tudo certo, um gestor que o século 21 extinguiu. Não existem mais humanistas como ele à frente da gestão pública. Este é um trabalho desbravador, realmente inédito”, elogia o escritor Sidney Rocha, responsável pelo projeto editorial do livro. Na opinião de Rocha, “Olinda no coração” é um livro de referência que faltava à cidade. Nele está registrada a história e o tratamento do título de Patrimônio Cultural da Humanidade - que Olinda havia ali e qual será seu futuro. “Tem-se o título, o que é feito dele hoje? O que temos, então, é um livro-denúncia, um livro-consciência, não apenas sobre Olinda, mas sobre cidades patrimônios”.

Mas Coelho não é só um ex-prefeito. Ele casou-se em Olinda, teceu na cidade uma poética de morador. O livro carrega tudo isso, em um enlace com a história do autor. “A vida de um homem se mescla à das cidades que ama. A minha está marcada pelo amor de Olinda. Este é um livro da memória desta cidade, mais do que um simples livro de memórias minhas. Uma história que merece ser contada com o coração”, completa o autor.

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