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"Operação Guerra Verde" mostra combate aos crimes ambientais no Brasil: "Perigo real e permanente"

Série documental em 10 episódios chega ao Discovery e à HBO Max nesta quarta-feira (10)

"Operação Guerra Verde" mostra a atuação de agentes do Ibama "Operação Guerra Verde" mostra a atuação de agentes do Ibama  - Foto: Warner Bros. Discovery/Divulgação

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A luta dos agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) contra o crime ambiental no País é acompanhada pelo mais novo docu-reality do Discovery. “Operação Guerra Verde”, série com dez episódios, estreia nesta quarta-feira (10), às 20h35, no canal pago e também na plataforma de streaming HBO Max. 

“A gente sabe que quem assiste a uma série do Discovery não quer só entretenimento, mas sim algo que também traga conhecimento. As pessoas querem terminar um episódio sabendo um pouco mais. Então, é óbvio que para a gente é importante levar informações sobre como é o trabalho do Ibama”, aponta Adriana Cechetti, Diretora Sênior de Produção de Conteúdo de Não Ficção da Warner Bros. Discovery Brasil, em entrevista à Folha de Pernambuco.

Com acesso inédito a operações confidenciais, a equipe dirigida por Rodrigo Astiz seguiu de perto o trabalho realizado pelos agentes em diferentes regiões do Brasil, por terra, ar e mar. A proposta é semelhante a de outras coproduções da Warner com a Mixer Films, como “Operação Fronteira Brasil”, que acompanha a Polícia Rodoviária Federal, e “Operação Transplante”, sobre a atuação do Sistema Nacional de Transplantes. 

“As pessoas precisam saber o que as instituições de nível federal, estadual e municipal fazem, porque elas trabalham para a população brasileira”, afirma Rodrigo Astiz. O diretor diz ter ficado impactado com o “grau de vocação” dos agentes de fiscalização que participaram das filmagens de “Operação Guerra Verde”. “Falam muito sobre o funcionalismo público. Aqui a gente vê as caras das pessoas e o que elas estão fazendo”, observa o diretor. 

Perigo real e permanente
Ao longo dos episódios, os espectadores conhecem as estratégias do Ibama no combate ao garimpo ilegal, extração de madeira, grilagem de terras, pesca ilegal e tráfico de animais. O histórico de violência dessas organizações criminosas foi um componente a mais de tensão para os envolvidos nas filmagens.

“Nossa equipe se preparou muito bem para esse projeto, porque desde o início nós tínhamos a noção de que o perigo seria real e permanente. Fomos treinados por agentes do Ibama e de outras unidades de operações especiais que trabalham junto com eles. Estudamos como proceder durante as operações para que, se acontecesse algum tipo de confronto, estivéssemos preparados”, relembra o diretor. 

Segundo Rodrigo Astiz, o estado mental de alerta permanente foi o fator mais desafiador da produção. “Nesse tipo de série, mesmo para quem não vai a campo é muito tenso. Quando sabia que eles estavam gravando e recebia uma mensagem do Rodrigo, já ficava preocupada”, comenta Adriana Cechetti, que assina como produtora executiva da obra. 

O ator Marcos Palmeira, que tem uma trajetória fora de cena ligada ao ativismo ambiental, empresta sua voz para a narração dos episódios. A escolha reforça a proposta da série de jogar luz sobre a causa da preservação dos ecossistemas brasileiros.

“Viajamos por muitos estados e vimos que a velocidade da destruição é muito maior do que a nossa capacidade de combatê-la. O crime organizado tem recursos fáceis e abundantes, que provém de outras áreas onde ele atua, como tráfico de armas e drogas. O que nós podemos fazer como cidadãos é apoiar o trabalho do Ibama, que beneficia a totalidade dos brasileiros”, declara o diretor.

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