Paixão de Cristo do Recife faz no Marco Zero ensaio final

Paixão de Cristo do Recife será encenada desta sexta ao próximo domingo

Ensaio da Paixão de Cristo do Recife 2018Ensaio da Paixão de Cristo do Recife 2018 - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Em meio à montagem do palco, os atores da Paixão de Cristo do Recife realizaram na noite desta quinta-feira (29), no Marco Zero da capital pernambucana, o último ensaio para a estreia do espetáculo deste ano. A encenação será realizada nesta sexta-feira (30), sábado e domingo, sempre ás 20h, e aberta ao público. Por causa da proximidade da estreia e do temor da chuva, o ensaio final não foi realizado com o figurino do espetáculo, à exceção do manto de Cristo.

O ensaio aconteceu com poucos presentes ao Marco Zero, localizado no Bairro do Recife, mas, entre a equipe artística, pairava uma sensação de vitória por o espetáculo ser realizado mais um ano. “Teve todo tipo de problema”, desabafou o diretor e produtor do espetáculo, José Pimentel. Com várias dívidas acumuladas devido à falta de verbas para a realização da peça, ele contou que parte dos produtores associados não queria mais fazer o espetáculo este ano. “Se a gente não fizesse, seria muito difícil retomar”, apontou.

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Embora Pimentel não esteja mais no papel de Jesus, pelo qual é conhecido, ele ainda estará presente no palco com um personagem surpresa que nem mesmo os atores sabem qual será. Também dará voz a Jesus - por falta de verba, não foi possível realizar a gravação da voz do novo protagonista, o ator potiguar Hemerson Moura, de 39 anos, nascido em Caicó. Com 21 anos de carreira, Hemerson já havia participado da Paixão Jaboatão dos Guararapes e que, para conquistar o papel do Cristo no Recife, teve que disputá-lo com outros 27 atores. ‘Tem sido um grande aprendizado para mim, tenho aprendido muito com o José Pimentel”, declarou.

“A gente sempre viu com bons olhos retomar. Esse é um espetáculo que faz parte do calendário do Recife, as pessoas cobravam muito a gente”, destacou Gabriela Quental, que participa da paixão há 15 anos, sete deles como Maria Madalena. “Se acabasse, era como se morresse uma parte da cultura do Estado. A gente tinha que continuar, mesmo com as dificuldades”. Que o diga a recifense Aline Maria, de 22 anos, uma das poucas a assistir ao ensaio nesta quinta e que planeja pretende trazer as filhas para prestigiar a peça: "Para aprender sobre a história de Cristo. Aprender sobre tudo o que ele sofreu. Que morreu por nós.”

 

 

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