Paixão de Cristo do Recife leva multidão ao Marco Zero

A história de Jesus será narrada novamente neste sábado (31) e domingo (1), com acesso gratuito. A Paixão de Cristo chega neste ano à 22ª edição com um novo protagonista: o ator Hemerson Moura

Paixão de Cristo do Recife 2018Paixão de Cristo do Recife 2018 - Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

Uma multidão se reuniu no Marco Zero, no Bairro do Recife, para ver a primeira noite da encenação da 22ª edição da Paixão de Cristo do Recife, nesta sexta-feira (30). A grande novidade do espetáculo, que volta a ser montado neste sábado (31) e domingo (1 de abril), às 20h, e tem acesso gratuito, é o papel principal: Jesus passou a ser interpretado pelo ator potiguar Hemerson Moura, de 39 anos. É o primeiro ano em que José Pimentel, 83 anos, autor e diretor da peça, não vive o filho de Deus. 

Antes de começar, as pessoas procuraram garantir um espaço em frente ao palco. Tudo para ficar mais perto dos atores, da emoção em cena. A história da Paixão de Cristo, ao revisitar os últimos momentos de Jesus antes da ressurreição, repassando as falas que se tornaram célebres pela forma como propagam amor, fé e perdão, consegue impactar o espectador. Durante a encenação, várias pessoas pareciam em transe, emocionadas com o desenrolar dos momentos de Jesus, seus milagres e ensinamentos. 

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Para contar a história, além de reunir mais de 100 atores e 300 figurantes no elenco, a produção da Paixão de Cristo montou um cenário especial, uma grande estrutura erguida no Marco Zero, um ambiente que tem um palco principal de 20 metros de largura por 16 metros de profundidade. Esse cenário está interligado a dois outros palcos, que servem para momentos fundamentais da história, como o templo em Jerusalém onde Jesus ensina o real sentido da casa de Deus, e a mesa onde fez a Última Ceia. Dessa forma, o público pode ver toda a ação dramática sem ter que se deslocar pelo Marco Zero

O valor cultural da Paixão é sentido na maneira como suas ideias repercutem entre espectadores, pela forma como permanece um artefato cultural relevante e ainda se expande em diferentes versões - em ruas, bairros e igrejas, pequenas ações simbólicas e valiosas. A Paixão de Cristo do Recife é uma obra impactante pela maneira como se conecta a uma longa história e a uma enorme quantidade de pessoas, guiados pela fé, pela emoção e pelo afeto. 

História

Esta é a primeira vez que Pimentel não interpreta Jesus, desde a criação da Paixão de Cristo do Recife, em 1997 - quando era conhecida como "A Paixão de Todos". A montagem que ocupa o Marco Zero nesses três dias já foi encenada, em anos anteriores, no Estádio do Arruda e no Forte do Brum. Antes de dirigir esta versão da Paixão, Pimentel esteve à frente da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém - de 1969 até 1996, como ator e diretor. A vida e a carreira do artista estão no livro "José Pimentel para além das paixões", do jornalista Cleodon Pedro Coelho.

 

 

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