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Palácio Joaquim Nabuco busca recursos para reforma

Em visita à Folha de Pernambuco, deputado Clodoaldo Magalhães falou sobre estado de deterioração da antiga sede da Assembleia Legislativa de Pernambuco

Deputado Clodoaldo Magalhães foi recebido por José Américo Góis, diretor operacional da Folha de Pernambuco Deputado Clodoaldo Magalhães foi recebido por José Américo Góis, diretor operacional da Folha de Pernambuco  - Foto: Jose Britto/Folha de Pernambuco

O Palácio Joaquim Nabuco, antiga sede da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na rua da Aurora, no bairro da Boa Vista, aguarda recursos para reverter sua atual deterioração. Com orçamento de R$ 17 milhões, o projeto de restauração do prédio foi aprovado para captação via Lei de Incentivo à Cultura (antes chamada de Lei Rouanet).

Quem está à frente dos trabalhos é o deputado estadual e primeiro-secretário da casa, Clodoaldo Magalhães (PSB), que conversou sobre o assunto em visita à Folha de Pernambuco, onde foi recebido pelo diretor operacional José Américo Lopes Góis e pela editora-chefe Leusa Santos, na tarde desta quinta-feira (30).

De acordo com o parlamentar, a ideia é fazer do espaço um museu aberto à sociedade. "O prédio guarda 60 milhões de documentos catalogados, além do mobiliário histórico e obras de arte. Foi realizado um estudo de viabilidade pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), responsável pelo Paço do Frevo e o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Também há um projeto museológico sendo construído, que deve permitir mais interatividade com o público", adianta. Entre o acervo protegido pela instituição, estão leis, petições, atas de reuniões, fotografias e outros documentos que revelam um pouco da história do legislativo pernambucano.

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O imóvel tombado pelo patrimônio estadual abrigou a Alepe de 1º de março de 1875 a 1° de agosto de 2017, quando foi transformado em museu. Projetado pelo arquiteto pernambucano José Tibúrcio Pereira Magalhães, o prédio necessita de uma reforma urgente em suas dependências.

"O palácio está em condições muito precárias. Parte do forro caiu, a parte elétrica precisa ser trocada e até alguns curtos-circuitos já aconteceram. Os relatórios feitos pelo Corpo de Bombeiro e a Defesa Civil são preocupantes", relata Clodoaldo. Alarmada com a situação, a própria assembleia liberou recursos para uma reforma emergencial, que deve ser iniciada em breve, contornado os riscos de acidentes.

No entanto, para que possa abrir as portas aos visitantes, a instituição museológica precisa passar por uma reestruturação completa. Contratada por meio de licitação, uma empresa já está empenhada na elaboração de um projeto de arquitetura e engenharia.

O desafio agora é arrecadar a verba necessária, junto à iniciativa privada, para tirar o planejamento do papel. Por meio da Lei de Incentivo à Cultura, os patrocinadores podem abater do imposto devido o valor empregado em ações culturais. "É algo que para as empresas é muito interessante, porque elas passam a ter seus nomes atrelados a uma iniciativa que promove a proteção da nossa história e cultura", aponta.

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