Para matar a saudade da Legião

Há um ano na estrada, o projeto revisita, na íntegra, o primeiro disco da Legião, lançado em 1985

Posse da nova comissão do PTB Mulher de PernambucoPosse da nova comissão do PTB Mulher de Pernambuco - Foto: Divulgação

Seis meses após a última apresentação no Recife, o projeto Legião Urbana XXX Anos, que reúne os membros originais, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá, junto com o ator e cantor André Frateschi, se apresenta neste sábado, às 21h, no Cabanga Iate Clube.

Há um ano na estrada, o projeto revisita, na íntegra, o primeiro disco da Legião, lançado em 1985. Nele, estão sucessos como “Ainda é Cedo”, “Geração Coca-Cola” e “Será”, primeiro grande hit do conjunto.
O show, neste ano, ganha aura especial também por duas efemérides, os 20 anos de falecimento do vocalista e principal compositor, Renato Russo, e os 30 anos do álbum “Dois”, tido por muitos fãs como o melhor trabalho do conjunto. Essa última data comemorativa, no entanto, não deve ser considerada no show do conjunto:

“Continuamos com o mesmo repertório, tocando todas as músicas do primeiro álbum e depois os maiores sucessos”, explica o guitarrista Dado Villa Lobos. Esta é a primeira turnê de Dado e Marcelo Bonfá (bateria) após o fim da banda, em 1996. Nesse meio tempo, houve um show especial em 2012, com o ator Wagner Moura nos vocais. Este, no entanto, era projeto da MTV Brasil, realizado em apenas duas noites, em São Paulo.

Em entrevista à Folha de Pernambuco, o músico também revelou não ter planos para a continuidade do projeto, em parte devido aos trâmites judiciais relativos à marca “Legião Urbana”. 

Entrevista > Dado Villa Lobos (músico)

Após um ano na estrada, como você avalia o resultado da nova turnê?
É incrível ter esse grande reencontro com o público. Vemos pessoas que talvez nem eram nascidas quando estávamos na ativa. É também uma forma de revisitar muitos sentimentos dessas canções. Quando subimos juntos no palco, volta tudo. É quando vemos as pessoas cantando as músicas que sentimos que tudo aquilo de fato ainda faz sentido.
Existem planos de lançar algum registro ao vivo?
Acredito que não. Vontade nós tínhamos, mas ainda existe toda uma questão judicial em relação à marca com o Giuliano Manfredini (filho e herdeiro de Renato Russo). É tudo muito complicado. Nós registramos, sim, alguns shows da turnê e bastidores. Caso aconteça, a gente quer fazer uma coisa mais documental, de registro, não só o show. De repente sai algo nesse sentido...
E quanto ao futuro do Legião Urbana XXX Anos?
Está sendo um momento interessante, mas ano que vem a ideia é desacelerar. A Legião Urbana já tem vida própria, já está aí. Isso que fizemos foi uma coisa mais comemorativa, foi relembrar mesmo, tocar músicas que a gente não tocava e que continuam atuais. “A Dança”, por exemplo, fala de intolerância e violência para homossexuais. Mas a ideia é tocar outros projetos.
Nos anos 1990, você chegou a criar um selo, Rock It, para lançar novas bandas. Como produtor, o que você observa do cenário para bandas independentes?
O modo de se fazer e consumir música mudou completamente. Hoje em dia, não são mais as gravadoras que ditam o que vai tocar, como vai tocar... Existem inúmeras plataformas, Spotify, SoundCloud. Eu, particularmente, ainda acredito muito no formato do “álbum”. Uma canção isolada é muito pouco para você avaliar a obra de um artista. O disco tem todo um conceito. É algo a se pensar...

 

Veja também

Biel e Tays discutem, e cantora desabafa no colo de Jake
A Fazenda

Biel e Tays discutem, e cantora desabafa no colo de Jake

Depois de Márcio Gomes, Gloria Vanique deixa Globo pela CNN Brasil
Telejornalismo

Depois de Márcio Gomes, Gloria Vanique deixa Globo pela CNN Brasil