Para trazer à tona a poesia de Celina

A escritora e jornalista Celina de Holanda ganha homenagem ao centenário de seu nascimento hoje, na sede da APL

Plano de Mobilidade de Olinda foi sancionado pelo prefeito, professor Lupércio (SD)Plano de Mobilidade de Olinda foi sancionado pelo prefeito, professor Lupércio (SD) - Foto: Sandro Barros / PMO

A escritora e jornalista Celina de Holanda será lembrada em cerimônia de homenagem ao seu centenário de nascimento que ocorrerá nesta segunda-feira (5), na Academia Pernambucana de Letras (APL), a partir das 16h. Durante o evento, será relançada a obra “Viagens Gerais”, editada pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), que reúne poesias da pernambucana.

Na ocasião, pessoas que puderam conviver com a poetisa, como o escritor Luiz Manoel Paes de Siqueira; a sobrinha da poetisa, Andréa Mota, e os acadêmicos José Mário Rodrigues, Francisco Trindade Barreto (Chicão) e Luzilá Gonçalves Ferreira irão falar sobre o legado de Celina.
“Celina, Deborah Brennand e Janice Jupiassu formaram o trio de melhores poetisas em Pernambuco. Ela era uma menina de engenho, muito católica e, por isso, é possível encontrar nos seus textos um amor pela natureza e ainda uma simpatia pelos trabalhadores do engenho. Celina tinha uma visão social e também religiosa no que escrevia”, afirmou Luzilá.
Da saudade que carrega da amiga, a pesquisadora lembra os momentos compartilhados na casa de Celina. “Em um livro, ela dizia: ‘venham de onde vierem e ponham a mesa’. É muito bonito isso. Todos que conviveram com ela sentem falta do jeito dela. Celina era corajosa, afável, mística e romântica, ao mesmo tempo em que tinha uma espécie de revolta, o desejo de um mundo mais honesto, pouco tratado por quem fala de suas obras”, acrescentou.
Durante a homenagem, Luzilá afirma que pretende “ressuscitar” Celina. “Tenho a impressão de que ela não morreu. Iremos fazer ressuscitar essa figura, além de repartir lembranças, poemas e os momentos vividos na casa dela”, completou.
Celina nasceu no Cabo de Santo Agostinho, em 1915. Foi jornalista, escritora e poetisa e só editou o primeiro livro, “O Espelho da Rosa”, quando já tinha 55 anos. Além dele, vieram ainda outras seis obras, que são “A Mão Extrema” (1976), “Sobre Esta Cidade de Rios” (1979), “Roda d’Água” (1981), “As Viagens” (1984); “Pantorra, o Engenho” (1990) e “Viagens Gerais” (1995), o último título escrito antes da sua morte em 1999, em decorrência de um câncer.

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