Peça 'Infância, tiros e plumas' traz três histórias ligadas pela ambição

Com direção de Inez Viana e texto de Jô Bilac, espetáculo está em temporada na Caixa Cultural, no Bairro do Recife, até a próxima semana

Cena de "Infância, tiros e plumas" Cena de "Infância, tiros e plumas"  - Foto: Divulgação

A Cia. OmondÉ, comandada pela atriz e diretora Inez Viana, está de volta ao Recife para uma temporada de duas semanas. Desta vez, o grupo teatral carioca encena a peça "Infância, tiros e plumas", com direção de Inez e texto de Jô Bilac. As apresentações ocorrem na Caixa Cultural, até 15 de dezembro, sempre de quinta-feira à sábado, às 20h. Após as sessões dos sábados, o elenco ainda realiza bate-papos com a plateia.

Em "Infância, tiros e plumas", o autor expõe três histórias distintas que se cruzam durante um voo. A primeira delas é sobre um casal que resolve comemorar o aniversário do filho com uma viagem à Disney, mesmo estando em meio a um processo litigioso de separação. Na segunda trama, uma miss mirim, mimada e arrogante, viaja acompanhada de seu segurança, que se embriaga por medo de voar. Por fim, dois traficantes sequestram um menino de quatro anos para fazê-lo de "mula", transportando em sua mochila um produto ilícito.

"O elo entre essas histórias é a ambição. Em todas as três há pessoas com um objetivo em comum: se dar bem às custas dos outros. É um espetáculo que fala muito sobre valores distorcidos. Nesse ponto, o Jô é muito sagaz por trazer à cena questões vigentes no momento atual", afirma Inez Viana. Os personagens são interpretados por Leonardo Bricio, Carolina Pismel, Junior Dantas, Juliane Bodini, Zé Wendell, Luis Antonio Fortes, Elisa Barbosa, Lucas Goes e Karina Ramil.

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O espetáculo, que estreou em 2015, nasceu de um laboratório de dez meses de treinamento e pesquisa. Diferentemente dos três trabalhos anteriores produzidos pelo coletivo, sua dramaturgia foi desenvolvida a partir de jogos e estudos gerados com os atores. "O Jô acompanhou todo o processo com o elenco. Ele trouxe algumas coisas prontas, mas a maior parte surgiu da observação dos exercícios que eu elaborava com os intérpretes", conta a diretora.

   Parceria

Esse não é o primeiro trabalho que Cia. OmondÉ faz em conjunto com o premiado dramaturgo carioca. Em 2011, o grupo já havia montado "Os mamutes", também de sua autoria. A parceria se desenhou um ano antes, na capital pernambucana. "Apresentamos 'As conchambranças de Quaderna', de Ariano Suassuna, no Teatro de Santa Isabel, dentro do Festival Recife do Teatro Nacional. O Jô também estava na programação com uma peça dele e foi ver a gente. Tudo começou nesse dia", relembra. "Acho que a parceria acabou dando muito certo por causa da escuta. Ele está sempre disposto a ouvir e levar em conta as nossas reflexões. Existe uma verdadeira troca", complementa.

Serviço:
Espetáculo "Infância, tiros e plumas"
Até 15 de dezembro; de quinta-feira à sábado, às 20h
Na Caixa Cultural Recife (Av. Alfredo Lisboa, 505, praça do Marco Zero, Bairro do Recife)
R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Informações: (81) 3425-1915

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