Pedro Martins e sua força de superação

Cantor prepara livro sobre sua vida e trajetória artística, buscando desmistificar o talento

Coletiva do PMDB sobre a suspensão da dissolução do partido em PernambucoColetiva do PMDB sobre a suspensão da dissolução do partido em Pernambuco - Foto: Henrique Genecy/Folha de Pernambuco

 

Aos sete anos de idade, o cantor lírico recifense Pedro Martins ouviu pela primeira vez o tenor italiano Luciano Pavarotti e traçou o caminho que gostaria de seguir na maturidade. Depois de ingressar como aluno no Conservatório Pernambucano de Música (CPM), na Boa Vista, em 2005, o cantor chegou a ouvir de docentes do Recife que não tinha dom suficiente para investir no segmento erudito. Ao colecionar conquistas que contrariam esse ponto de vista, o artista agora com 29 anos de idade prepara um livro para desmistificar o talento.
“A grande motivação do livro é mostrar que a força de superação é a coisa mais importante. Muitas vezes durante minha trajetória muitas pessoas tentaram me derrubar, disseram que eu não tinha capacidade, mas eu persisti e quero provar que estudando e se dedicando as coisas acontecem”, explica ele, que saiu do Recife em 2013 para estudar em São Paulo e no Chile. Segundo Pedro, que também é tenor, sair da capital pernambucana foi fundamental para o seu crescimento, que começou a expandir após receber o convite para estudar em São Paulo.
“Conheci uma professora de lá em 2011 e foi ela quem me abriu as portas no mundo lírico. Depois me indicaram ir para o Chile, porque lá havia um professor que era um excelente cantor. Na época, ninguém entendeu a minha decisão, porque o Chile não é a Europa. Em consequência do excesso de estudo, comecei a ter alucinação musical no Chile, mas me disseram que eu consegui evoluir mais do que o normal em seis meses.

Aqui quando dizem que a pessoa não tem talento, a pessoa fica acomodada. É como dizerem que nunca vou chegar a Pavarotti e ficar por isso mesmo. Eu não aceito isso”, comenta Pedro, que recentemente voltou a morar no Recife, onde dá aulas de canto e garante que mesmo o menos promissor dos alunos atinge resultados impressionantes após meses de esforço.
O material foi escrito à mão entre 2013 e 2016, quando iniciou sua jornada mundo afora, e está em processo de edição atualmente, contando com a revisão de Jessica Fantini e Hugo Cravo. Seu lançamento está previsto para o primeiro semestre de 2017 e trará a narrativa de Pedro sobre sua seus estudos e apresentações em países como Argentina, Suécia, Grécia, Finlândia, Alemanha, Eslovênia e Holanda. Neste último, o cantor chegou a vencer a competição do festival Peter de Grote, para onde retornará no próximo ano.

“Acredito na sincronicidade das coisas. Meu nome é Pedro, como o de Pedro O Grande, que dá nome ao festival holandês e um brasileiro ganhar uma competição de música erudita na Europa é como um alemão vencer um campeonato de frevo aqui”, compara ele, que teve aula com a aclamada soprano norte-americana Barbara Bonney, na Áustria.

Apesar de ter conhecidos grandes personagens do universo lírico ao redor do mundo, o livro não irá nomear os envolvidos na história. “É uma estratégia literária. Vamos seguir um caminho inesperado, todo mundo vai ter uma grande surpresa. É um livro que é inevitavelmente polêmico, mas não é intencional, pois não quero me vingar de ninguém, meu objetivo é motivar as pessoas. Porém, inevitavelmente vai tocar nas feridas da Cidade”, conclui Pedro, que ainda não pode adiantar o título do trabalho. Atualmente, o artista busca ainda mais conhecimento, assistindo a pelo menos um filme e lendo um livro por dia.

 

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