Pernambucano Vertin alça novos voos na música e no cinema

Músico e ator de Arcoverde, Vertin mostra seu repertório em dois shows. Nesta quarta-feira (19), com o irmão Helton Moura, e no sábado (22) em apresentação solo

Vertin, cantor e ator de Arcoverde Vertin, cantor e ator de Arcoverde  - Foto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

Embora na identidade esteja registrado como Hewerton de Moura Silva, é com o nome Vertin que o cantor, compositor, instrumentista e ator pernambucano de 28 anos costuma ser apresentado ao público. O apelido (que acabou virando nome artístico) ele ganhou ainda na infância, vivida em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco. Mesmo que a cidade já não conste mais em seu endereço desde 2005, ela continua presente em seu discurso e na sua produção artística. Vivendo em São Paulo há dois anos, o multiartista está de passagem pelo Recife. Por aqui, ele realiza dois shows nesta semana - um deles nesta quarta-feira (19), encerrando a agenda anual da turnê de "Pássaro só", seu álbum mais recente.

Lançado em março, o disco é o segundo da carreira solo de Vertin. Produzida de maneira independente, a obra representa o atual momento artístico do músico. "Procurei apresentar as canções desse disco da maneira mais bruta e visceral possível, que é como eu toco de verdade. Basicamente, sou eu cantando com meu violão. É um trabalho que nasce da necessidade de criar algo, mesmo sem a estrutura sonhada", explica. Na hora de pensar a turnê, o artista quis compensar a falta de recursos com criatividade.

"Investi na teatralidade do show. A apresentação tem uma luz pensada, roteiro, figurino e direção de arte, que é assinada por Rodrigo Braga. Os elementos visuais que estão no CD vão todos para o palco. Além disso, conto histórias, declamo poesias e represento cenas teatrais entre as músicas", adianta. A apresentação ocorre neste sábado (22), às 18h, dentro do projeto Clareira, realizado no Sítio Casa Nova, no km 9,5 de Aldeia, em Camaragibe.

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Antes disso, Vertin sobe ao palco do espaço Pequeno Latifúndio, no bairro do Espinheiro, na companhia de seu irmão mais velho, Helton Moura. No show "Duo artista", que será realizado nesta quarta-feira (19), às 20h, eles apresentam faixas do primeiro álbum solo de cada um, músicas inéditas e releituras. "Fui guitarrista da primeira banda de Helton e ele sempre foi uma influência muito forte para mim. Estamos no processo de produção de um disco em conjunto, que deve ser lançado no próximo ano", conta.

Lado ator

Vertin aposta numa guinada em sua carreira de ator no próximo ano. É que em 2019 estreiam dois filmes dos quais ele participou. Um deles é "Sertânia", do cineasta baiano Geraldo Sarno. Também estará em "Marighella".

"Em 'Sertânia', eu faço o protagonista. Já em 'Marighella' é só uma 'pontinha', sem fala. Mas tive a oportunidade de contracenar com Herson Capri, que sempre vi na televisão, e ser dirigido por Wagner Moura, que é um dos atores brasileiros que mais admiro, junto com Irandhir Santos", comenta o pernambucano, que já atuou no filme "Big Jato" e na segunda temporada da série "3%", da Netflix.

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Berço

Ainda na adolescência, aos 14 anos, Vertin começou a compor suas primeiras canções. Algumas delas integram o repertório do seu primeiro disco, "Filhosofia", lançado em 2012. Sua inserção no universo da arte ocorreu em um momento de ebulição cultural vivido em sua cidade.

"Cresci vendo gente da minha terra ficando conhecido nacionalmente, como o pessoal do Cordel do Fogo Encantado e do Samba de Coco Raízes de Arcoverde. A partir da ocupação da Estação Ferroviária, conheci o teatro e comecei a fazer peças. Vivi tudo o que é crucial na minha formação humana nesse ambiente. Por isso, é impossível me desvencilhar de Arcoverde", defende.



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