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Cultura na pandemia

Pesquisa do Itaú Cultural e Datafolha aponta que atividade que mais faz falta na pandemia é o cinema

Apresentações artísticas como shows, teatros e danças tiveram 32% e bibliotecas, empatadas com atrações infantis com 20%

Cinema Rosa e SilvaCinema Rosa e Silva - Foto: Paulo Menelau/Divulgação

Um dos setores mais abatidos na pandemia, sem dúvida, é o cultural. Esta ausência impacta não só quem produz ou quem dele depende, mas também a população que consome o serviço. O Itaú Cultural, em parceria com o Datafolha, realizou nova pesquisa com o intuito de aferir o consumo cultural durante este período, destacando o que o brasileiro sente mais falta e quais as expectativas sobre o retorno presencial às atividades artísticas.  

No Nordeste, assim como no restante do Brasil, o índice dos indivíduos que estão sentindo falta de entretenimento combinado ao convívio social subiu de 38% para 42% em 2021, em comparação à primeira pesquisa feita em setembro do ano passado e, dentre os equipamentos culturais, o que mais doeu de saudade foram as salas de cinema. Estas operações foram afetadas desde o início da crise sanitária e seu retorno foi interrompido várias vezes neste período.  

“Foram entrevistados aproximadamente 2.200 homens e mulheres, entre 16 e 65 anos, das cinco regiões do Brasil e, em uma lista que foram consideradas as três atividades preferidas, cinema ficou em primeiro lugar, com 67% das respostas”, explicou a gerente de atendimento do Datafolha, Marlene Treuk. Seguindo a relação, apresentações artísticas como shows, teatros e danças tiveram 32% e bibliotecas, empatadas com atrações infantis com 20%. 

Consumo em evolução 

Impedidos de realizar suas atividades presencialmente, museus, teatros, músicos e artistas em geral jogaram todas as fichas no universo online. E deu certo. Os brasileiros aumentaram o consumo de atividades culturais nesse formato e pretendem manter o hábito após a volta à normalidade. 

De acordo com a pesquisa, o consumo de apresentações artísticas de música, teatro e dança disparou. Em 2020, 20% dos indivíduos diziam que consumiam este tipo de atividade em rede. Em 2021, o índice dobrou e subiu para 40%. Outra atividade já vinha em ascensão e desenvolveu ainda mais no período pandêmico: o podcast. Ano passado, 24% dos entrevistados acessavam plataformas do gênero. Neste ano, o índice subiu para 39%. A estudante de enfermagem Adrielly Nunes, 20, passou a consumir o serviço devido à praticidade e facilidade do acesso. “O que eu mais gosto é a variedade de conteúdo e a comodidade de poder ouvir fazendo outras coisas. Aproveito para aprender mais sobre o curso e outros assuntos”, contou. 

Filmes e séries, já consolidados devido às plataformas de streaming, também ganharam novos adeptos. Na lista também aparecem o consumo de jogos eletrônicos, cursos livres e a leitura de livros digitais. 
Expandindo interesses  

Outro dado levantado pela amostra aponta que as atividades online ampliaram o acesso e aumentaram o interesse do público para a cultura. De acordo com o levantamento, 72% informaram que as atividades culturais que tiveram contato via internet, de outra forma, não seriam experimentadas.  

Outra questão apontada pela análise é a redução de estresse, melhora de convívio e diminuição da solidão apontados como benefícios da cultura virtual. “Quanto mais conteúdo disponível, mais pessoas têem acesso à arte, consequentemente, promovendo o bem-estar social, com forte impacto na saúde mental dos indivíduos”, avalia Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

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