Arte

Poeta Wilson Araújo retoma rotina de rimas e métricas

Maranhense que se autointitula "pernambucaníssimo" retoma cotidiano de escritos na poesia, arte que abraça há mais de 50 anos

Poeta Wilson AraújoPoeta Wilson Araújo - Foto: Divulgação

A destreza de alternar rimas e versos em meio a conversas sobre assuntos diversos é coisa de quem carrega a arte da poesia na veia. Para  Wilson Araújo, pelo menos, economista por formação e poeta por paixão, bastou relembrar de suas idas à capital maranhense, seu estado de nascimento, para desdobrar com ligeireza os azulejos que compõem a arquitetura da capital São Luiz  em “azulejo azul vejo a luz” em seu poema “Capítulo da Paixão Maranhense”.

Mas é do Recife que ele reserva o intuir de seus escritos. Dos 74 anos de vida, pelo menos pouco mais de 50 deles estão enraizados em terras pernambucanas, ambiente que o estimulou a compilar algumas centenas de poemas que passam a ser publicados no Portal Folha de Pernambuco, espaço que ele frequentou na década de 1990 e que agora retorna com seus escritos rimados. 

“Foi realmente em Pernambuco que eu me situei. Foi aqui que minha poesia se consolidou, assim como pela influência dos movimentos culturais da década de 1960, o Tropicalismo e toda aquela geração. E voltar a colaborar com a Folha vai ser revigorante. Não tem nada mais original do que um jornal que publique poesias, não é? Estou muito feliz”, conta Wilson.

Oswald de Andrade, Carlos Drummond, João Cabral de Melo Neto,  Jomard Muniz de Brito e Pedro Américo são alguns dos nomes que o inspiram na escrita, mas Wilson Aráujo se vale das circunstâncias para poetizar o que se aproxima do seu cotidiano. E como artista transforma realidades em poesias e trocadilhos com o olhar de quem vive o Recife e suas agruras envoltas em belezas:

com o cacife

da cidade

do recife

pernambuco é osso

é ossobuco!

com a sagacidade

da saga

da cidade” (Poema Sagacidade).

“Abraço poesias contemporâneas, com toques de vanguarda. Minhas inspirações vêm a cada circunstância. Os fatos da vida me levam à poesia, o contexto da pandemia já me levou a somar alguns poemas também, assim como questões sociais me levam a aprofundar o sentimento do mundo, cruzando a influência dos poetas com os acontecimentos cotidianos”, ressalta Wilson.

Ouricurisco

corisco arisco

risca no céu

do ouricurí:

o sertanejo é

antes de tudo

um sócrates

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