Fotografia

Projeto Fotocartografia Litorânea traça um mapeamento afetivo das praias pernambucanas 

Com apoio da Lei Aldir Blanc, ensaio reúne imagens de alguns dos destinos mais emblemáticos do nosso litoral 

Vista aérea da praia de Boa ViagemVista aérea da praia de Boa Viagem - Foto: Dante Moraes / Divulgação

Para registrar a cartografia das praias do litoral pernambucano e reunir em imagem esse mosaico sentimental-geográfico, Emannuel Alves, João Izzidio e Fernanda Alves desenvolveram o projeto Fotografia Litorânea, contemplado no edital de 2022 da Lei Aldir Blanc, com fomento do Governo do Estado de Pernambuco por meio da Fundarpe

O projeto utilizou-se de um drone para criar novos registros das praias de Ponta de Pedras, Itamaracá, Milagres, Boa Viagem, Barra de Jangada, Calhetas, Maracaípe e Tamandaré. Aqui, busca-se guardar o que há de mais precioso hoje em nossas praias, entendendo que no futuro, assim como sempre foi e será, tudo será diferente.

Fotocartografia Litorânea é uma antologia de registros com o intuito de sensibilizar para a importância de observar, respeitar e preservar as praias como os ambientes sociais, culturais, turísticos. 

A história que circunda o litoral
Ao criar os primeiros mapas dos litorais do Nordeste do Brasil, Américo Vespúcio pensou ter chegado a um paraíso intocado e selvagem. Ele estava errado. O nosso mar já era rodeado de histórias, mitos, lendas e cultos. Hoje, mais de 500 anos depois, ele continua a levar e trazer todos os dias, em suas marés e ondas, a nossa ancestralidade.

Engana-se quem pensa que o mar só está presente no litoral pernambucano. Ele é a base do nome do nosso estado. O Tupi "Paranã Puca" significa "onde o mar se arrebenta". E, milhões de anos atrás, ele já se arrebentou no sertão, no agreste setentrional, na mata norte. Esse estado inteiro já foi mar. O sal dele corre em nosso sangue e suor. 

Por isso, quem pensa que o mar é sempre o mesmo, precisa ver mais de perto. O Atlântico não é igual de Ponta de Pedras a Tamandaré. Esse mar, que já molhou os pés de caeteses, potiguaras, de homens e mulheres sequestrados de África, de colonizadores, de militares, de guerrilheiros, de pais e mães de santo, de nações de maracatu. Esse mar muda todos os dias. A diversidade do nosso litoral, resultante de processos milenares de erosão, apresenta-se com inúmeras feições, cores e vegetações.

Serviço 

Site do Projeto
Instagram: @memoriasdolitoral
 

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