Queda de nível na trama da Record

Efeitos especiais fracos e roteiro desinteressante tornam “A Terra Prometida” cansativa e redundante

Jarbas VasconcelosJarbas Vasconcelos - Foto: Arthur Mota/Arquivo Folha

 

Depois do bom desempenho de “Os Dez Mandamentos”, a Record tratou de continuar com as tramas bíblicas no horário nobre. Sofrendo com os atrasos devido ao prolongamento da história de Vívian de Oliveira, “A Ter­ra Prometida” estreou esperando repetir o sucesso de sua antecessora. No entanto, o que se viu até agora, com mais de três meses de novela, foi uma produção mui­to aquém da anterior. A impressão é que o roteiro de Renato Modesto foi prepara­do para ser contado em, no máximo, quatro semanas. E acabou sendo esticado sem que fossem feitas as alterações necessárias.

Passam-se capítulos inteiros sem que nada de relevante aconteça e, para piorar, os diálogos são quase sempre vazios. É natural que as “barrigas” existam em todas as novelas. O problema de “A Terra Prometida” é que a novela inteira é uma “barriga”.
Os atores também não contribuem muito com o bom desenvolvimento da trama. Igor Rickli como o Rei Marek é o destaque negativo do folhetim. Extremamente caricato e forçado, o ator não convence em nada, mesmo com seus mandos e desmandos. A situação dele só não fica tão feia por ter Juliana Silveira, a Kalési, do seu lado. Na pele da sedutora rainha, a atriz disfarça a péssima atuação do parceiro roubando a cena.

Sidney Sampaio também não segura o posto de protagonista. Na pele de Josué, ele abusa das caras e bocas. Marcos Winter, Rodrigo Phavanello e Iran Malfitano seguem na mesma linha. Assim como Juliana, outras mulheres conseguem resgatar um pouco da atenção em outros núcleos. Destaque para Thaís Melchior, a Aruna, e Maytê Piragibe, que interpreta Jéssica.
 
Em “Os Dez Mandamentos”, ainda que atuação e roteiro não brilhassem, os efeitos especiais – como as pragas do Egito e a abertura do Mar Vermelho – chamavam a atenção da audiência. esta vez, o grande trunfo seria a queda dos muros de Jericó – anunciada desde o início da novela e que só foi acontecer no capítulo 57. O ruir dos muros lembrou desenhos animados exibidos na década de 1980. Enquanto a poeira tomava conta de Jericó, Josué e seus comparsas bradavam espadas de papel celofane ao longo do deserto. Foi uma cena difícil de assistir.

 

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