Radialista narra vida e bastidores em livro

Geraldo Freire escreveu biografia com parceria de Eugenio Jerônimo. Autores debatem obra nesta terça (10), às 19h, na Bienal

O radialista Geraldo FreireO radialista Geraldo Freire - Foto: Cepe/Divulgação

As chances pareciam poucas, ou até nulas, mas, mesmo assim o radialista Geraldo Freire se tornou líder de ibope na capital pernambucana já aos 21 anos. Essa trajetória, digna de filme, foi narrada em livro pelo próprio Freire em conjunto com o escritor e poeta Eugenio Jerônimo.

O lançamento de “O que eu disse e o que me disseram” ocorre nesta terça-feira (10) às 19h no auditório Círculo das Ideias, na Bienal, onde os autores debatem com o público.

A biografia é sucintamente descrita no subtítulo quando caracterizada de “a improvável vida”. Improvável porque o início era comum até demais: um menino pobre, nascido no interior do Nordeste, órfão de mãe aos cinco, sobrevivia nos subempregos ao lado do pai, ou cuidando de suas irmãs mais novas.

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Até que fugiu. Foi para Recife, se refugiar na casa de uma tia, mas não fez corpo mole. Mentiu idade e, aos nove, dizendo ter 14, tirou carteira de trabalho e fez de tudo: menino de recado, balconista de venda, auxiliar de camelô, entre outros.

A sina foi esta até 1968, quando o jovem conseguiu emprego na Rádio Repórter. Desse ponto em diante, é o próprio Geraldo que assume a caneta e conta bastidores de sua história, por vezes polêmica. O co-autor sai em sua defesa: “Geraldo não é uma atirador de palavrões a esmo. Ele desenvolveu uma poética do palavrão”, afirma Eugenio. O debate entre os dois é aberto ao público.

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