Rede de Museus-Casas Literários discutem o legado indígena do Brasil
Cursos, grupo de pesquisas, mesa-redonda, conversas e seminário promovem discussões gratuitas e on-line sobre o tema
Durante o mês de setembro, os museus Casa das Rosas, Casa Guilherme de Almeida e Casa Mário de Andrade, equipamentos do Estado de São Paulo e gerenciados pela Poiesis, promovem encontros on-line e gratuitos para reflexão sobre o legado dos povos originários no Brasil. A programação também oferece a possibilidade de integrar o grupo de pesquisas e estudos sobre meio-ambiente, permacultura e sustentabilidade. As atividades acontecem pela plataforma Zoom e estão com as inscrições abertas.
O curso Maxacalis, Guaranis, Tupis, Tupinambás: o Brasil indígena, dos românticos aos modernos de 1922 pretende explicitar como este tema ainda intriga, surpreende e atrai a produção cultural brasileira. Os encontros, ministrados pela Ana Demarchi, acontecerão nos dias 1, 2 e 3 de setembro, das 19h às 21h e as inscrições estão abertas neste link .
Na conversa O entrelínguas na poesia de autores indígenas, poetas brasileiros indígenas discutirão a ligação da sua produção poética em português com as suas respectivas tradições e línguas ancestrais. Até que ponto a interculturalidade e a tradução também são intrínsecas às suas poéticas também é uma questão a ser debatida neste encontro, que será realizado no dia 9 de setembro às 15h. As inscrições estão abertas até o dia 6 de setembro neste link.
O grupo de pesquisas e estudos Meio-ambiente, permacultura e sustentabilidade se dedicará às ações culturais destinadas ao combate à seca, à recuperação de nascentes e ao reaproveitamento de águas pluviais em espaços urbanos. Os encontros serão realizados às quintas-feiras de setembro, dias 9, 16, 23 e 30, as 19h às 21h. As inscrições estão abertas até o dia do primeiro encontro neste link .
Pesquisadores indígenas Guarani Mbya e ativistas do coletivo Tenonderã Ayvu comentarão as práticas de batismo do subgrupo Mbya da etnia Guarani, com base em imagens e sons gravados especialmente para o TRANSFUSÃO - Encontro de Tradutores da Casa Guilherme de Almeida, no interior das casas de reza das aldeias. A atividade Ayvu Porã - as belas palavras nos rituais de batismo Guarani Mbya acontecerá no dia 11 de setembro, sábado, das 15h às 17h. Para ter acesso à sala virtual, é preciso realizar a inscrição neste link até o dia 6 de setembro.
O minicurso Da fome de Brasil: antropofagia e modernismo é um "banquete antropofágico" sobre os sentidos de brasilidade que a Semana de Arte Moderna comprou e que o Movimento e o Manifesto de 1928 colocaram à mesa. As aulas serão transmitidas às segundas-feiras, nos dias 13, 20 e 27 de setembro e 4, 18 e 25 de outubro, das 19h às 21h. As inscrições devem ser feitas neste link até o dia 9 de setembro.
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O ciclo de mesas-redondas Salvaguarda do patrimônio cultural: museus, memórias e acervos indígenas pretende debater as questões relacionadas ao patrimônio cultural brasileiro, sob a ótica da criação de redes de memória e museologia comunitária, com destaque para as experiências contemporâneas bem-sucedidas para a salvaguarda e preservação de acervos e costumes indígenas. O ciclo acontecerá às terças-feiras, das 19h às 21h, nos dias 14, 21 e 28 de setembro e 5 de outubro. Para participar, os interessados devem se inscrever neste link até o primeiro dia da atividade.
No dia 15 de setembro, das 18h às 20h, a palestra Pesquisa e escrita do roteiro do filme A Febre abordará o processo criativo do roteiro cinematográfico - escrito por Maya Da-Rin, Miguel Seabra Lopes e Pedro Cesarino - para A Febre, filme franco-teuto-brasileiro de drama e suspense dirigido por Maya Da-Rin, falado em português e nas línguas indígenas tukano e tikuna. O elenco principal do filme, que está disponível na plataforma Netflix, é composto por atores indígenas do Alto Rio Negro, pertencentes aos Desanos, Tucanos e Tarianas. As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de setembro neste link .
O Seminário Raízes da intolerância no Brasil propõe uma reflexão sobre as causas da intolerância no país, com uma sessão dedicada também à colonização portuguesa no continente Africano, trazendo uma perspectiva comparativa. Pensando no futuro, o seminário também lançará luz sobre os esforços de resistência linguística e, mais recentemente, de resgates linguísticos que vêm sendo empreendidos por vários atores. A atividade será realizada nos dias 16 e 17 de setembro, quinta e sexta-feira, das 18h às 21h, e no dia 18 de setembro, sábado, das 15h às 18h. As inscrições devem ser feitas neste link até o dia 15 de setembro.

