Relação afetiva com a Cidade

Optamos por sair da ideia de consumo, para mostrar como a festa é celebrada por muitos, sobretudo com a crise em que o País vive”, explicou.

[1250] Trabalho[1250] Trabalho - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Além de trazer referências natalinas de um jeitinho pernambucano, o especial faz um recorte realista da família brasileira. De acordo com a roteirista do “Bode de Natal”, Flavinha Marques, o telefilme contempla a atual situação financeira de muitos brasileiros. “O filme tem um discurso que se aproxima da vida real das pessoas. Optamos por sair da ideia de consumo, para mostrar como a festa é celebrada por muitos, sobretudo com a crise em que o País vive”, explicou.
Segundo a autora, o filme resgata situações de sua infância e de momentos que passou com a família no bairro da Mustardinha. “Meu pai trabalhava no Interior como médico, e costumava ganhar animais de alguns clientes como forma de pagamento. Achei que a passagem dava mote para o filme que conversa com situações cotidianas e faz uma brincadeira estética com uma linguagem popular”, acrescentou.
Movida pelas lembranças e relações afetivas com o espaço urbano, Flavinha se prepara para lançar, em 2017, o livro de poesia “Cidade de amor”. “Aprovado pelo Funcultura, trará poesias inspiradas na preservação e patrimônio das cidades”, contou. Ivan Moraes Filho foi convidado para participar do livro. No próximo ano, Flavinha irá se dedicar ao longa “Dora e Mané”, que mostrará a transformação ao longo das épocas. “Recebi convites para projetos e acredito que o ano que vem será produtivo”, completou.

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