Releituras dos quimonos podem ser usadas no look pós-praia

Contraste certeiro entre o tradicional e o urbano

Raquel LyraRaquel Lyra - Foto: Roberto Pereira Jr./Divulgação

 

A roupa de dormir ou sleep dress acordou, caiu da cama e foi para as ruas em várias versões: camisolas, pijamas e quimonos combinam com essa tendência. Aliás, não é de hoje que o traje japonês encanta pelo ótimo contraste obtido entre o tradicional e o urbano. Por isso, a peça se torna uma das versões mais desejadas na hora de optar pela tendência dorminhoca do momento.
Sem falar que existe uma versatilidade proporcionada pela peça, que pode ser usada como uma espécie de look pós-praia. Na alternativa abertinha, sem a companhia da faixa na cintura, vira uma espécie de casaco leve sobreposto a um jeans basicão do dia dia. Finalmente, a versão clássica, curta ou longa, com direito a cintura marcada e tudo, sai por aí numa boa como vestido.

Feitos em tecido leve como seda, algodão, viscose, os quimonos apareceram na última coleção da grife de beachwear carioca Lenny Niemeyer, que os fez com estampas de pássaros e florais tipicamente nipônicos e cores fortes, mangas enormes e comprimentos longos, super elegantes, inspiradas nos looks retratados pelo fotógrafo Nobuyoshi Araki.

 O japonês de 76 anos, cujo trabalho costuma exibir orientais vestindo/ despindo quimonos em um mix de tradição e erotismo, foi também fonte de inspiração da label francesa Dior, na coleção desfilada ano passado. Araki ficou bastante conhecido no mundo pop em 1997, quando fotografou o encarte do álbum de Björk, “Telegram”.
A marca Aftercolor pegou no ar o espírito do sleep dress na camisola longa trespassada com bainha de babado de tassel em rosa cintilante e discreto fiozinho de amarrar na cintura, numa releitura contemporânea do quimono. Outra opção mais fácil de identificar vem com prints geométricas em vez dos conhecidos florais.

Já na coleção da Dress To para a C&A, a vestimenta japonesa está mais para o after praia, com pegada bem hippie no desenho tye die. Sim, é preciso admitir que em certos momentos os estilistas deturpam tanto o modelo que não dá nem para dizer se podemos chamar de quimono. Só mesmo consultando um autêntico japonês para saber. Aliás, na língua nipônica quimono quer dizer ‘coisa de vestir’. No século 16, quando navegantes europeus chegaram ao arquipélago oriental e perguntaram que roupas de seda eram aquelas que os nativos vestiam, eles retrucaram: quimonos (‘coisas de vestir’).

 

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