Ridley Scott dirige "Alien: covenant", continuação da saga de horror e ficção científica

Diretor mantém tensão crescente em novo filme, que estreia nesta quarta-feira (10) nos cinemas

"Alien: covenant""Alien: covenant" - Foto: Fox Filme do Brasil/Divulgação

Nesta quarta-feira (10) entra em cartaz "Alien: covenant", que segue os passos do filme anterior ao aproximar o horror de ideias de ficção científica e filosofia, conceitos sobre a existência e os rumos da vida.

O alien de Ridley Scott, o monstro do filme "Alien, o oitavo passageiro" (1979), é uma dessas criaturas malignas inesquecíveis, ocupando um lugar especial na antologia dos gêneros horror e ficção científica. O fascínio por esse bicho gerou outros três longas-metragens, dirigidos por James Cameron (1986), David Fincher (1992) e Jean-Pierre Jeunet (1997), que não tiveram o mesmo impacto do filme original.

Ridley Scott voltou à franquia com "Prometheus" (2012), e esse retorno trouxe certa inovação e vigor à história, uma tentativa de ampliar a mitologia do universo "Alien" ao narrar a gênese desse que é talvez o monstro mais sombrio e assustador do universo de ficção científica. 

A história de "Alien: covenant" se passa pouco mais de uma década depois dos eventos de "Prometheus". No enredo, uma nave colonizadora está em rota para um novo planeta. No meio do caminho, os tripulantes, liderados por Oram (Billy Crudup) e Daniels (Katherine Waterston), recebem um sinal de vida de um outro planeta, que parece ter as condições ideais para receber humanos.

Depois da empolgação inicial com o pouso bem-sucedido e a bela paisagem, os integrantes aos poucos se dão conta da dimensão do erro que foi escolher este planeta.

Michael Fassbender é o ponto principal deste novo filme. O ator interpreta o robô Walter ao mesmo tempo em que retorna ao personagem do longa-metragem anterior, o também androide David.

O ponto principal do roteiro parece ser a fascinação de David pela capacidade de criar através da destruição, transformar a existência através da manipulação dos eventos. É a consciência de suas limitações que leva David a se tornar uma espécie de enigma. A atuação de Fassbender, que interpreta a partir das restrições de um personagem mecânico, é capaz de dar uma delicada medida de crueldade ao personagem.

A tensão cresce de forma intrigante até a primeira aparição do alien, criatura guiada apenas por instinto de sobrevivência. O monstro, que em "Prometheus" aparece apenas no fim, é uma presença aterradora, uma criação digital bem feita cuja força e violência garantem o mesmo tipo de enredo caçador versus presa de filmes anteriores.

A tecnologia parece favorecer esse tipo de filme, sendo capaz de ajudar a fundamentar cenas e criaturas com maior grau de intensidade e realismo.

O interesse de Scott não se restringe a reprisar as melhores cenas de filmes anteriores. A vontade do diretor parece mais ampla, colocando a obsessão dos personagens pelo espaço e por sociedades alienígenas como uma alegoria para interpretar os mistérios da existência.

São ideias instigantes, que desde o filme anterior vem dando mais personalidade e carisma à franquia, embora às vezes pareçam executadas de forma pouco criativa. O excesso de texto e falas parece diminuir o impacto de uma fascinante história sobre personagens que se perdem em neuroses e loucuras.

Sessão

"Alien: covenant" será exibido em sessões de pré-estreia abertas ao público a partir de hoje (ver salas e horários na página 6). No Cinemark (localizado no Shopping RioMar), antes da estreia, será projetado o clássico "Alien, o oitavo passageiro", em cópia remasterizada em 4K. Os ingressos custam R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia-entrada).

Cotação: bom

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