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Romance policial explora realidade brasileira

Obra é a terceira do gênero produzida pela escritora e promotora de Justiça Andrea Nunes

Trama de 'Jogo de Cena' gira em torno de espionagem e contrabando de minériosTrama de 'Jogo de Cena' gira em torno de espionagem e contrabando de minérios - Foto: Jose Britto/Folha de Pernambuco

Uma das poucas autoras brasileiras a enveredar pelo gênero policial, a escritora Andrea Nunes lança, hoje, às 19h, no Museu do Estado, o seu terceiro romance, "Jogo de Cena", no qual mescla personagens do folclore, questões contemporâneas brasileiras, a crise energética mundial, crimes e muito mistério.

"Tenho procurado escrever sempre com foco na realidade brasileira, política, econômica, cultural. A gente passeia pelas livrarias e vê que as pessoas têm uma avidez por romances policiais. Sempre estão ali, nas prateleiras principais. Mas a maioria é de romances policiais estrangeiros, quando na verdade aqui a gente tem cenários maravilhosos, uma cultura efervescente. Esses elementos precisam ser explorados", pontua Andrea.

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Atuando como Promotora de Justiça, ela considera que tem mais facilidade para atuar nesse gênero literário, sob o ponto de vista da pesquisa. "Li no prefácio do livro 'A Bagaceira', de José Américo de Almeida, que coincidentemente também foi promotor, que existem muitas formas de se dizer a verdade, que talvez uma das mais persuasivas seja contando uma mentira. Para mim, a ficção é um meio que a gente encontra de levar para o público algumas questões que eu não poderia resolver através do ambiente jurídico. A literatura é um canal mais aberto, onde você fisga as pessoas e as envolve no debate. Meus livros buscam ensinar as pessoas a se questionar, a pensar", afirma.

"Jogo de Cena" tem esse nome como uma referência à pós verdade e às fake news. "Nada é o que parece ser", alerta Andrea. Entre outros elementos, o livro cita os bastidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), mostrando como funciona o monitoramento de questões de soberania nacional. A trama gira em torno de um contrabando de minérios e de uma série de assassinatos que têm ligação com lendas como a Mãe d'Água, o Papa-Figo, o Lobisomem e a Mula-Sem-Cabeça. A partir dos crimes, uma delegada e um historiador se unem para procurar pistas, passando por cenários que vão do Nordeste brasileiro até a França.

A produção literária também tem feito Andrea circular bastante. "É muito satisfatório poder falar de nossa cultura, de nossa literatura", conta. Ela acaba de chegar de Portugal, onde fez o pré-lançamento de "Jogo de Cena". Os livros anteriores também tiveram boa acolhida: o primeiro, "O Código Numerati", ficou várias vezes em primeiro lugar de venda entre os romances de espionagem do site Amazon. Já "A Corte infiltrada" foi lançado em diversos eventos internacionais, como Dinamarca, Alemanha e França. "Foi um livro que rodou o mundo todo, despertando interesse por tratar sobre a corrupção no Brasil", afirma.

Serviço:
Lançamento do livro "Jogo de Cena" (Editora Cepe, 327 páginas, R$ 40)

Nesta quinta (06 de junho), a partir das 19h
Museu do Estado de Pernambuco (Mepe) - Av. Rui Barbosa, 960, Graças

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