Sábado de show apoteótico no Paço do Frevo

Apresentação marcou a finalização do Encontro de Pesquisadores do museu e contou com a presença de nomes como Spok

Nota de pesar da OAB-PENota de pesar da OAB-PE - Foto: Divulgação

O compromisso de pensar o futuro de uma das mais pernambucanas das manifestações culturais continua sendo uma das principais metas do Paço do Frevo, que abrigou na tarde deste sábado (26) um show especial e animadíssimo para marcar o encerramento do 3º Encontro de Pesquisadores do Frevo. O museu, situado em imóvel do início do século 20, na Praça do Arsenal, presenciou a apresentação inédita reunindo três grupos que são ligados à história da instituição: as orquestras Leão do Norte, Acadêmica do Paço do Frevo e Orquestra da Luz.

No amplo salão do segundo andar do local, onde ficam os janelões que já se tornaram cartão-postal do Paço do Frevo, assim como abriga os estandartes dos blocos de Carnaval colocados no chão envidraçado, o público que lotou o museu ouviu versões instrumentais autorais e também os mais conhecidos, como "Vassourinhas", em versão eletrizante ao ser tocado pelos 60 músicos das três orquestras, até "É de Lascar", de Lourival Oliveira, autor paraibano de Patos, além de pernambucanos como José Menezes, com "Arrasta Tudo" e "Galo de Ouro". Os grupos são regidos por Alexsandro Orques, Maestro Spok e Henrique Albino.

"Funcionamos como um espaço de exercício estético e político, articulando uma agenda contemporânea para o frevo. É uma programação rica e de qualidade, promovendo um diálogo geracional onde cabe o pensamento sobre a orquestra tradicional e formações inusitadas", argumenta Eduardo Sarmento, gerente geral do Paço do Frevo, que pediu salvas de palmas para figuras importantes para o cenário artístico do frevo e que estavam presentes, como o dançarino Ferreirinha e o Maestro Ademir Araújo, o Formiga.

Outro a falar de forma emocionante sobre os caminhos e os destinos do frevo foi André Freitas, coordenador musical do museu. "Em 2014, havia uma leitura de que o frevo estava em crise, se havia renovação de repertório, se as orquestras estavam criando novas músicas. Hoje, o frevo de rua vem mostrando leituras diferentes, com a mesma formação, uma delas até mesmo com piano (executado pelo instrumentista Amaro Freitas)", compara André. O encontro das orquestras seguiu das 16h20 até as 18h.

O Maestro Spok, que acabou se atrasando para o show pois teve dificuldades de acesso ao Recife Antigo, que estava com suas pontes interditadas para uma corrida, pediu desculpas e colaborou tocando seu saxofone no momento final com os músicos. "Estou muito feliz por viver este momento do Paço do Frevo. Tive a sorte de tocar com a segunda geração dos grandes maestros de frevo de Pernambuco, como Zé Menezes, Nunes, Ademir Araújo, Guedes Pereira, em clubes. E hoje, enxergo na música de Pernambuco uma dignidade de espírito e alma. Nossa música está em maravilhosas mãos, de profissionais talentossímos e sérios", avalia Spok, que ressaltou a importância de músicos como Nilsinho Amarante, um dos responsáveis por levar o frevo e a música popular para o ambiente erudito de instituições como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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