Salsa – muito além da dança

Usada desde o antigo Egito, a salsa é excelente diurético (ajuda a limpar os rins), rejuvenescedor, previne trombose, AVC, entre outros benefícios. Vamos conhecer?

SalsaSalsa - Foto: Pixabay

Hoje escreveremos sobre mais uma planta para nossa horta: a salsa.

Foi automático o diálogo entre eu, Anamaria Pereira e Tiago Franca sobre o tema: ela é tão boa quanto a dança salsa (que teve sua origem na área rural de Cuba localizada na porção oriental da ilha).

Já a erva salsa tem registro de uso no antigo Egito e na antiga Grécia.

Mas o texto ficou com um excelente ritmo, iniciando com Tiago Franca sobre a  nossa Poderosa Salsa: “Contaremos hoje mais uma história sobre outra planta famosa, ela mesma, a magnânima, presente, estupenda salsa.

Conhecida de todo mundo arrisco a dizer que, tanto quanto a nota de um real, ela é encontrada em todo o canto, não é mesmo? Bom, conteúdo sobre ela existe aos montes, pode ir naquela sua vizinha, bem como pedir a salsa para filha ou filho adolescente, estes provavelmente vão conhecer. Ou aquela sua vizinha, senhorinha, antiga que lembra a vovó Anastácia do Sítio do Pica-pau-amarelo (personagem criada por Monteiro Lobato: 1882-1948), cheia de sabedoria sobre ervas e suas utilidades.

Bom, vamos lá! Sabemos que salsa é um tempero bem comum aqui na culinária desde o Oiapoque até o Chuí, mas será que é só? Não mesmo!

Tem propriedades medicinais. Recentes pesquisas apontam a salsa como a erva promissora para curar um tipo de câncer. Isso já é uma coisa muito interessante, certo?

Mas os benefícios não acabam aí. Vamos aos outros: doenças cardíacas, câncer, diabetes, envelhecimento precoce, retenção de líquidos, previne trombose e AVC, além de combater infecção urinária. As aplicações são inúmeras, pode se fazer o chá da salsa para o rim (muito usada dentro dos mosteiros na Idade Média).

Para diabetes deve ser consumida preferencialmente crua, pois isso mantêm as propriedades curativas da planta. E também, alivia inflamação do fígado e do baço, por ser hemostática.

Para aquelas pessoas mais vaidosas que gostam de ter uma pele nova e bonita, pode ser usada em sucos que são excelentes, pois potencializam os efeitos antioxidantes (desintoxicante e rejuvenescedor).

Assim sendo, se você tem aquele espaço no seu quintal ou um vaso no seu apartamento, será uma boa plantar um pé de salsa, não é mesmo?”

Aninha, como identificar essa Salsa, sem confundir com outras ervas?

“Suas folhas são bipartidas ou crespas, mas sempre muito aromáticas.

Apesar de ser mais conhecida como uma erva de folhas, também há uma variedade que produz grossas raízes semelhantes a cenouras, de cor branca e sabor forte, e que podem ser consumidas cruas ou cozidas. As variedades de folhas podem apresentar folhas lisas e folhas crespas.

É muito rica em vitaminas A e C também é um potente diurético e alimento que favorece a digestão.”

Como pode ser cultivada?

“Pode ser cultivada em todos os tipos de clima, porém o seu desenvolvimento será melhor em regiões de clima ameno, com temperaturas entre 10ºC e 22°C. Altas temperaturas podem induzir a planta a florescer precocemente.

Em lugares ensolarados ou em sombra parcial. Preferencialmente, se estiver numa região de clima mais quente, procure cultivar num local fresco e bem iluminado.

Portanto, tente sempre evitar que a planta fique diretamente exposta ao sol em horas de mais altas temperaturas.”

E o solo?

“A salsa, como outras ervas, gosta de solos com textura areno-argilosa, bem drenado, com pH entre 5,8 e 7,2 e rico em matéria orgânica. Porém, como é uma planta rústica, ela cresce mesmo em solos adversos e pouco férteis, tolerando várias condições de solo.

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, sem que fique encharcado.”

Têm dicas de como cultivar?

“Sim. As sementes podem demorar entre 2 a umas 6 semanas até germinarem. Esse processo pode ser acelerado, colocando as sementes em água morna por 24 horas, colocar sobre um tecido ou papel toalha para secar (± 1h). Após esse período pode então plantar em canteiros ou vasos.

Um cuidado importante quando o cultivo for em vaso ou jardineira, é o tamanho do recipiente. Vasos muito pequenos limitam o crescimento da planta, visto que ela alcança uma altura de até 80cm na floração e cuja raiz pode ultrapassar a 50 cm de profundidade. Portanto os vasos e jardineiras utilizados devem ser profundos, com pelo menos 30 cm de profundidade para que a salsa possa se desenvolver bem.

Para obter um ramo compacto e suave não se deve deixar nascer as flores. Você pode preparar outro vaso com terra e quando as primeiras florescerem, deixe cair as sementes das flores sobre a terra e assim terá salsa para o ano seguinte, no segundo vaso.

Uma adubação pode ser feita a cada 30 dias para manter a planta crescendo com vigor.

Retire as plantas invasoras que estejam competindo por recursos e nutrientes com a salsa.”

E quando podemos colher?

“A colheita pode começar de 60 a 90 dias depois do plantio a planta terá entre 12 a 20 cm de altura. A colheita deverá ter início pelas folhas mais externas e inteiras, ou seja, todo o pecíolo (talo), deixando um dedo do solo. Não deve ser retirado mais que um terço das folhas de uma só vez.

A grande vantagem de se plantar ervas condimentares é que não precisam de espaços extremos, basta um pequeno quintal que tenha boa iluminação natural. Em muitos casos o plantio pode ser feito em garrafas de refrigerantes ou canos de 4 ou 6 polegadas. Um forma de plantar algo saudável e reciclar algo que já tenha em seu ambiente domiciliar, profissional ou de lazer. E assim, colocar a semente em sua área para germinar.”

Desejo que você, junto conosco, esteja a preparar o solo do seu vaso e observando as ervas para selecionar e cultivar.

Profissionais que contribuíram com o texto (mais uma vez agradeço):


Anamaria Pereira – Agrônoma e Doutora em Horticultura – Petrolina-PE
. Contato: (87) 99925.1890 (Tim e WhatsApp) – E-mail: [email protected]

Tiago Franca – Técnico Ambiental e Gestor Administrativo – Chapecó-SC
. Contatos: (49) 99988.8301 (Tim e WhatsApp) – E-mail: [email protected]

A coluna fica a disposição para responder as perguntas e tirar as dúvidas existentes que podem ser inclusas nos comentários abaixo, ou encaminhadas ao e-mail: [email protected]


* Mariomar Teixeira
- Formada em Secretariado na UFPE com mestrado em Extensão Rural e Desenvolvimento Local na UFRPE. Filha, esposa e mãe. Ama ler, estudar, tricotar e cozinhar. Dedica-se aos estudos de metafísica desde 1980, principalmente Numerologia. Em 1993, além de assumir um concurso público federal, também o trabalho como numeróloga é reconhecido. Colunista da Folha de Pernambuco de 1998 a 2005, coluna Numerologia. No mesmo período foi colunista da Revista Club com as colunas: Holística e Lançamento de livros. Professora e Consultora de Feng Shui desde 1997.

* A Folha de Pernambuco não se responsabiliza pelo conteúdo das colunas.

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