Samara vai do horror para o drama

Especialmente “O Chamado”, que chega agora ao terceiro capítulo, dirigido por F. Javier Gutiérrez

Descoberta do passado da personagem enfraquece enredo da refilmagem de terror Descoberta do passado da personagem enfraquece enredo da refilmagem de terror  - Foto: Divulgação

Difícil negar a influência do cinema japonês na indústria de Hollywood, em especial no gênero horror. A popularidade das refilmagens de “O Grito” e “O Chamado” indicam o estranho fascínio que esses enredos bizarros geraram no público ocidental. Especialmente “O Chamado”, que chega agora ao terceiro capítulo, dirigido por F. Javier Gutiérrez.

O filme, em cartaz no circuito pernambucano, apresenta o retorno de Samara, garota que atormenta as pessoas que assistem a um certo filme maldito. Assim como nos capítulos anteriores, depois de ver esse vídeo, os espectadores recebem uma ligação avisando que eles vão morrer em sete dias. Até lá, coisas estranhas ocorrem, como sangramentos e delírios.

A primeira cena do filme apresenta de forma resumida toda a mitologia da série. Durante um voo, um homem conversa com uma mulher ao lado, nervoso, perguntando se ela conhece algo sobre um vídeo que causa a morte de quem assiste a ele - assunto natural para conversa com um desconhecido. Os sete dias passaram e esse rapaz não consegue evitar seu destino cruel.

Dois anos depois um casal encontra o videocassete. Ao instalar o aparelho, Gabriel (Johnny Galecki) descobre uma fita dentro dele, com um aviso colado em cima: “veja”. O que difere este filme dos anteriores é a tentativa racional desse professor, interessado em neurociência, em entender o fenômeno Samara, o que significa para a vida a existência de algo tão brutal.

Boa parte do roteiro é dedicado a pessoas presas a essa maldição dos sete dias tentando resolver o mistério - o jovem casal Julia (Matilda Anna Ingrid Lutz) e Holt (Alex Roe), que não parecem ter medo quando enfrentam pesadelos ou entram em uma casa e encaram um espírito maligno capaz de transformar suas vítimas em horrores deformados com o olhar.

Uma diferença fundamental entre esse filme e os dois anteriores é a maneira como parece se aproximar mais do drama do que propriamente do horror. Há cenas com Samara operando sua vingança peculiar, saindo de aparelhos de TV, melando tudo de água suja e insetos, mas essas sequências parecem ter menos impacto dentro da estrutura de drama. A descoberta do passado da personagem e sua real motivação geram momentos no limite entre o drama e o horror, pequena surpresa em filme previsível.

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