A-A+

Sambada dá o tom na Praça do Arsernal, neste domingo

Bairro do Recife será palco de sambada com os maracatus Piaba de Ouro (Olinda) e Gavião da Mata (Glória do Goitá)

Sambada será neste domingo (8), na Praça do ArsenalSambada será neste domingo (8), na Praça do Arsenal - Foto: Divulgação

A partir das 16h deste domingo (8), a Praça do Arsenal (Bairro do Recife), será palco para sambada de brincantes dos maracatus Piaba de Ouro, de Olinda, e Gavião da Mata, do município de Glória do Goitá. Com acesso gratuito, a festa é realizada pela Associação de Maracatus de Baque Solto de Pernambuco e pela Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

Os ensaios, que servem como preparação do grupos de maracatu de baque solto para o Carnaval, já foram comuns no interior, mas na capital não há registros recorrentes do evento. De acordo com o presidente da Associação de Maracatus de Baque Solto de Pernambuco, Manoelzinho Salustiano, a festa celebra duas tradições: as origens das brincadeiras dos Maracatus de Baque Solto e a fundação da Associação dos Maracatus de Baque Solto de Pernambuco, criada há 30 anos para defender uma tradição que é patrimônio imaterial do Brasil. 





Leia também:
Afoxé é resistência contra o racismo, Maracatu vai além da religião
Agnaldo Timóteo retorna aos palcos com show no Manhattan

Em sua primeira edição, em novembro, a sambada foi apresentada no Pátio de São Pedro. Por lá passaram os maracatus Cruzeiro do Forte do Recife e Pavão Dourado de Tracunhaém.

O que é a sambada

Tradição centenária, a sambada reúne folgazões de 8 a 80 anos. Cada maracatu chega na sambada com sua diretoria, seu Mestre e seus brincantes, realizando coreografias chamadas por eles de manobras. Os folgazões vestem-se à vontade, com calça e camisa estampada de manga longa, galho de arruda (ou planta tida como purificadora, a exemplo de pinhão roxo, alfavaca de caboclo, manjericão) na boca, atrás da orelha ou pendurada no peito. A guiada (lança do caboclo) é substituída por um pedaço de madeira, que é manejado mais facilmente.

Logo após o ritual de chegada de cada um dos dois maracatus, é dada a largada para a peleja. O Mestre é acompanhado pelo terno, composto de músicos de percussão (surdos, taróis, cuícas, gonguês e ganzás) e instrumentos de sopro. O clima é festivo. Os dois mestres, um de cada maracatu, passam a alternar as estrofes da peleja, com desaforos, para disputar a admiração do público. Os folgazões dançam como se estivessem lutando, de dois em dois, ou em pequenos grupos. E se movimentam com agilidade, já que a pesada vestimenta carnavalesca, caracterizada pelas golas bordadas, não é usada na brincadeira.




Veja também

Super fã? Adele tem chiclete mastigado por Celine Dion
Inusitado

Super fã? Adele tem chiclete mastigado por Celine Dion

'Me apaixonei por uma mulher', declara Leilane Neubarth
Relacionamento

'Me apaixonei por uma mulher', declara Leilane Neubarth