Sempre é tempo de lembrar Cazuza

Rogério Flausino e Wilson Sideral cantam os clássicos compostos pelo ídolo do rock nacional

Viva - A Vida é Uma FestaViva - A Vida é Uma Festa - Foto: Divulgação

Desde que perderam a mãe no ano passado, os irmãos Rogério Flausino e Wilson Sideral se cercaram de lembranças familiares que estreitaram ain­da mais o laço entre os dois. O começo da carreira musical iniciada durante a década de 1980, na cidade de Alfenas, no interior de Minas Gerais onde ambos tocavam os maiores sucessos do rock nacional da época, se tornou me­mória recorrente, que ago­ra será revivida no projeto “Flausino & Sideral cantam Cazuza”. A homenagem ao compositor, que faleceu em 1990, será apresentado esta noite, às 21h, no Teatro RioMar.

“A gente tocava Blitz, Kid A­belha, Titãs, Paralamas do Su­cessos, entre tantos outros, mas o Barão Vermelho foi uma coisa fulminante, nos cativou demais. É uma coisa que a gente adora cantar e to­car ainda hoje, quando a família se reúne. Foi realmente muito importante para a formação das nossas ideias e das nossas opiniões tanto artís­ticas como pessoais”, explica Wilson Sideral que, ao la­do do irmão, irá tocar compo­sições e releituras que Cazu­za fez durante a carreira den­tro e fora do Barão Vermelho. “Bete Balanço”, “I­deo­logia”, “Eu Preciso Dizer que Te Amo” e “Codinome Beija-Flor” são alguns dos títulos que entram no repertório. 

“A gente queria deixar muito no show que existe o lado roqueiro e o lado MPB, que ele foi um cara do rock que flertou com a bossa nova, com o bolero, o blues, para mostrar que a música não tem limites. Tudo é possível se tem originalidade. É um pe­rigo danado mexer com clássicos e, como a gente queria fazer um show que trouxes­se o espírito da época, quis soar o mais próximo o possível dos arranjos originais. Só ‘Exagerado’ que é diferente, porque eu já tinha feito uma versão para o disco ‘Dias Claros’”, adianta Sideral, que também musi­cou o poe­ma do carioca “Não Reclamo”, que se tornou a inédita “Não Reclamo (Essas Canções de Amor)”. A música entrará na coletânea, organizada por Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, que será lançada em 2017, em que vários artistas irão musicar pela primeira vez alguns poemas do cantor.

“O Rogério teve um encontro com a Lucinha no apartamento de Paula Levigne em Nova York e pegou um violão e começou a cantar um bocado de coisa de Cazuza. A Lucinha ficou maravilhada. Aí, a coisa começou a ficar realmente séria. A gente está mui­to honrado de contar com a benção dela”, comenta Sideral, ao explicar que os lucros com os direitos autorais dos shows serão aplicados na Sociedade Viva Cazuza, que dá assistência a crianças e adolescentes portadores de HIV.

Desde que trilharam caminhos diferentes nos anos de 1990, quando Flausino seguiu como vocalista da Jota Quest e Sideral investiu na carreira solo, esta é a primeira vez que os dois se reencon­tram profissionalmente em um projeto conjunto. “A gen­te já improvisou em um bar ou outro, também fizemos uma jam na casa de Al­ceu (Va­lença), em Olinda, durante o Carnaval de 2014, mas nada muito sério. Agora é a realização de um sonho. Co­mo a agenda do Jota Quest es­tá sempre lotada, e eu também faço muitos shows, fica difícil. Não é à toa que os shows do projeto acontecem durante a semana. Mas sempre colaboramos muito com a carreira um do outro”, conclui ele.

 

Veja também

Aniversariante, Kim Kardashian ganha de Kanye West um holograma do pai
Famosos

Aniversariante, Kim Kardashian ganha de Kanye West um holograma do pai

Morre o ator Sean Connery, o primeiro James Bond
Luto

Morre o ator Sean Connery, o primeiro James Bond