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Sinagoga abriga exposição sobre sionismo no Festival de Cultura Judaica

Raízes alemãs do Sionismo são foco de exposição organizada em parceria entre Consulado Geral da Alemanha no Recife, a Embaixada da Alemanha no Brasil e o Instituto Leo Baeck, de Nova Iorque

Abertura da mostra será no domingo (2) a partir das 16h30Abertura da mostra será no domingo (2) a partir das 16h30 - Foto: Jose Britto/Folha de Pernambuco

A Sinagoga Kahal Zur Israel, localizada no casarão 197 da rua do Bom Jesus, no Bairro do Recife, recebe a partir deste domingo (2) a exposição "O sonho de um novo lar: raízes alemãs do Sionismo", numa ação coordenada entre o Consulado Geral da Alemanha no Recife, a Embaixada da Alemanha no Brasil e o Instituto Leo Baeck, de Nova Iorque. A abertura do evento será às 16h30, dentro das festividades do 27º Festival da Cultura Judaica do Recife (que trará apresentações musicais, de dança e de gastronomia, entre outras ações).

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A mostra traz livros, jornais, correspondências e fotografias e trata do sonho de um refúgio diante da perseguição aos judeus, ideia que culminou com a criação do Estado de Israel, após a Segunda Guerra Mundial. "É uma exposição extremamente atual, porque questões ligadas à fuga, à integração e à identidade cultural são extremamente pertinentes na Alemanha, na Europa e em várias outras partes do mundo", aponta a Cônsul Geral da Alemanha para o Nordeste, Maria Könning.

Primeira sinagoga das Américas foi símbolo do 'sonho de um novo lar' para os judeus que migraram para o Brasil

Primeira sinagoga das Américas foi símbolo do 'sonho de um novo lar' para os judeus que migraram para o Brasil - Crédito: Jose Britto/Folha de Pernambuco

Ela completa: "um aspecto muito importante para a Alemanha é a consciência de nossa responsabilidade histórica. Nós temos a obrigação de preservar a memória, a responsabilidade de assegurar que os abomináveis crimes dos nazistas não serão esquecidos".

Cerca de um milhão de crianças, dois milhões de mulheres e três milhões de homens judeus foram mortos durante o Holocausto, num verdadeiro genocídio promovido por Hitler e seus seguidores. "Temos que comunicar para resistir ao ódio que coloca em risco a vida de tantas pessoas. A liberdade religiosa é um direito fundamental e nós repudiamos qualquer forma de discriminação. Tolerância, autodeterminação e respeito à diversidade são valores imprescindíveis para a democracia", destaca Maria Könning.



Ela frisa que "não há um lugar melhor do que a Sinagoga Kahal Zur Israel para lembrar-nos das origens do movimento sionista", pois a primeira sinagoga das Américas nasceu em um momento da história de Pernambuco marcado pela tolerância religiosa e pelo respeito. "Ela era, no século dezessete, o símbolo do 'sonho de um novo lar' para os judeus que tinham que deixar a Europa por motivos de perseguição religiosa".

Sinagoga abriga mostra sobre raízes alemãs do Sionismo durante o 27º Festival de Cutlura Judaica

Sinagoga abriga mostra sobre raízes alemãs do Sionismo durante o 27º Festival de Cultura Judaica - Crédito: Jose Britto/Folha de Pernambuco

Programação:

Das 15h às 19h

Visitação do Museu Sinagoga Kahal Zur Israel

Exposição “O sonho de um novo lar – raízes alemãs do sionismo”

Exposição “Educação e Tikun Olam – construindo um mundo melhor”

Gastronomia – quitutes da culinária judaica

Artigos Judaicos (Artesanato, Bijuterias, Livros)

Krav Magá

Tenda do Colégio Israelita Moysés Chvarts – 100 anos

Imagens de Israel


15h30-16h

Roda de Conversa: Judaísmo e Educação (Jáder Tachlitsky)


16h-16h30

Roda de Conversa: Tikun Olam – reparando o mundo (Ida Katz)


17h-18h30

Acendimento da Primeira Vela de Chanuká

Show da Orquestra Messibah

Harkadá (Danças Judaicas) conduzida pelo coreógrafo Denys Sznejder

19h

Sorteio de Brindes

Serviço:

27º Festival da Cultura Judaica

Neste domingo (2)

rua do Bom Jesus, no Bairro do Recife

Das 15h às 19h

Aberto ao público em geral

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