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Rec Beat se une à Macuca para parceria cultural inagurada neste fim de semana na fazenda em Correntes, a 257 km do Recife

Marília Arraes (PT) iniciou agenda no interior para agradecer pelos 193.108 votos Marília Arraes (PT) iniciou agenda no interior para agradecer pelos 193.108 votos  - Foto: Divulgação

A proposta de levar festivais de música a áreas mais rurais costuma dar certo. Woodstock, por exemplo, foi realizado em uma fazenda na cidade de Bethel, nos arredores de Nova York. Até mesmo o gigante Glastonbury, que anualmente reúne os principais nomes do pop e rock, é realizado na Worthy Farm, na Inglaterra. No Brasil, ao menos por enquanto, há poucas iniciativas neste sentido. Uma delas é o Macuca no Mundo, que começa hoje, no Sítio Macuca, no município de Correntes, a 257 km do Recife.
Em entrevista à Folha de Pernambuco, o produtor do evento, Antonio Gutierrez, conta: “A ideia era fazer um evento similar ao Rec Beat, só que no Interior. Não do mesmo jeito, porque o festival no Carnaval é único, mas queríamos levar atrações de renome que sempre tiveram interesse em tocar no Interior, mas sem ser sempre no FIG (Festival de Inverno de Garanhuns)”.
Eclética, a programação tem como destaques Cidadão Instigado, Karina Buhr, Eddie, Lira, Siba e Coutto Orchestra. Haverá ainda shows da internacional JuanaFé (Chile), que traz ao evento o groove da cumbia chilena.
Além dos dois dias de shows, no domingo, o festival recebe oficina de pintura e o cortejo Boi da Macuca, que será acompanhado pela Orquestra de Frevo do Maestro Oséas. Paralelas aos shows, as oficinas do sábado e domingo abordam fotografia e percussão, com nomes como Gilú Amaral e Cris Malta.
Gutierrez também destaca o compromisso de levar ao palco a música de raiz de cidades espalhadas por Pernambuco, representada pelo Samba de Coco Raízes de Arcoverde.

O produtor comenta, no entanto, que a situação está complicada para quem faz a cultura localmente: “É difícil manter um festival anual. É mais triste ainda porque a gente percebe que as pessoas têm interesse em conhecer coisa nova, mas não há investimento.

Quando a crise chega, as primeiras coisas a serem cortadas são as atividades culturais. Não há uma valorização”.
O Macuca do Mundo está sendo realizado inteiramente com iniciativa privada, com parceria entre a Rec Beat Produções e a Macuca. Em contrapartida, o Rec Beat deste ano, realizado tradicionalmente durante o Carnaval, recorreu ao financiamento coletivo para ser realizado. Para 2017, Gutierrez adianta que deve contar com patrocínio da Prefeitura, além do Funcultura. As primeiras atrações estão em negociação ainda neste mês.
Os ingressos para o festival deste fim de semana, à venda na plataforma Sympla, custam R$ 85 (preço único). Os que optarem por utilizar o serviço de camping na Fazenda macuca pagam uma taxa adicional de R$ 80.

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