Sucesso no streaming, 'Carcereiros' intensifica dramas em nova temporada

Sucesso absoluto entre os assinantes do Globo Play, série superou as expectativas da emissora

'Carcereiros': sucesso no streaming chega à segunda temporada'Carcereiros': sucesso no streaming chega à segunda temporada - Foto: Divulgação/TV Globo

Por muito tempo, o projeto de “Carcereiros” despertou dúvidas no setor de teledramaturgia da Globo. Nas novas histórias da série inspirada no livro homônimo de Dráuzio Varella e cuja a obra já havia sido adaptada com sucesso para a tevê e o cinema em “Carandiru” -, o autor retira o foco dos presos e volta a atenção de sua crônica para a figura dos agentes prisionais.

Passada a euforia do público com séries e filmes de ação em que o mote era a violência pública, a emissora questionava o apelo popular da produção. Como uma espécie de teste, a série acabou sendo apresentada como o primeiro produto exclusivo da Globoplay, plataforma streaming da Globo que, à época, tentava se estabelecer no competitivo mercado “on demand”. Sucesso absoluto entre os assinantes do aplicativo, “Carcereiros” superou as expectativas e, além de garantir exibição na tevê aberta, estreia sua segunda temporada nas duas janelas da emissora nesta terça-feira (16), logo após "O Sétimo Guardião"

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“A série teve uma resposta incrível e isso aumentou nossa responsabilidade nos novos episódios. Reforçamos a equipe de roteiro para que a gente pudesse ter uma variedade maior de tramas e o resultado é muito empolgante”, conta o diretor geral José Eduardo Belmonte.

O trio de autores, Marçal Aquino, Fernando Bonassi e Dennison Ramalho, segue firme na nova temporada, que também ganha a colaboração de Paulo Lins e Aly Muritiba. Ambos agregam ao texto de “Carcereiros” uma riquíssima vivência da periferia. Lins mora na região e escreveu o “best-seller” “Cidade de Deus”, enquanto Muritiba foi agente penitenciário por sete anos. “A gente não queria soar monótono. Então, ter esses dois companheiros movimenta o texto. A ajuda deles foi fundamental no novo arco dramático que foi proposto para o protagonista”, conta Marçal, referindo-se a Adriano, personagem que centraliza a ação vivido por Rodrigo Lombardi.

No final da primeira temporada, o agente penitenciário envolve-se com Érika, mulher de um preso interpretada por Letícia Sabatella. A relação abala profundamente as relações familiares de Adriano, que passa a temer pelo bem-estar de seu pai e de sua filha. “Esse amor faz o Adriano ser atacado por todos os lados: amigos, filha, pai e até pelos próprios companheiros de trabalho. É quase como uma caminhada do herói trágico. Ele segue esse caminho apesar do alerta de todos. Essa situação vai o enforcando à medida que vai as coisas vão se desenrolando. O personagem fica fragilizado”, resume Lombardi.

Passional e temendo pela integridade física de Adriano, Erika matou o então companheiro e passou a viver atrás das grades. A relação entre um carcereiro e uma detenta ecoou pelos corredores da penitenciária Vila Rosário e provocou a transferência de Adriano para outra instituição, o Filinto Prates. A alteração de local de trabalho modificou profundamente a cenografia de “Carcereiros”. Antes gravada em um presídio que ainda não tinha sido inaugurado, localizado no interior de São Paulo, a nova prisão agora é totalmente cenográfica e foi construída em um galpão próximo da capital paulistana.

Criação conjunta entre o cenógrafo Marcos Pedrosa e a diretora de arte Claudia Calabi, a grande complexidade da equipe foi erguer celas, raios, corredores e tudo o que compõe esse universo, respeitando o clima realista que valoriza as cenas da produção. “Se ali, no presídio real, a gente retratava a austeridade do Estado, aqui a gente fala da ausência dele. Então, isso nos permitiu brincar mais com o imaginário de presídio que remete ao Carandiru ou até a presídios mais do Norte do país, que têm gambiarras, improvisos”, explica Claudia.

Inteiramente gravada ao longo do segundo semestre de 2018, “Carcereiros” manteve seu elenco básico, formado por nomes como Othon Bastos, Mariana Nunes, Giovanna Ríspoli, Tony Tornado e Samantha Schmütz, enfrentando novos dilemas. “O texto da série é um deleite para qualquer intérprete. Todos os personagens são multifacetados e tem história própria. As relações humanas estão ainda mais intensas nesses novos episódios”, comemora Samantha, sempre conectada a papéis de humor e feliz por sua primeira grande oportunidade no drama.

Nos 13 episódios previstos, a série ainda contará com a participação de Thiago Martins e José Loreto interpretando detentos, Monica Iozzi como uma agente penitenciária, Helena Ranaldi como esposa de um delegado assassinado, Osmar Prado como um empresário corrupto e Julia Lemmertz no papel de uma psicóloga, entre outros. “Antes do início dos trabalhos, existe um processo de explicar para todos os atores o conceito da história e, quando isso está claro, tudo funciona. Tivemos participações muito interessantes e a expectativa é das melhores possíveis”, explica Belmonte.

“Carcereiros” estreia nesta terça-feira (16), logo após "O Sétimo Guardião", na TV Globo.

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