"Tem muita emoção", diz Paulo Miklos sobre espetáculo em que vive Chet Baker

O músico traz ao Teatro Luiz Mendonça, neste domingo (1º), "Chet Baker, Apenas Um Sopro", no qual vive o ícone do jazz americano

Miklos finalmente chega ao Recife com o espetáculoMiklos finalmente chega ao Recife com o espetáculo - Foto: Divulgação

O músico Paulo Miklos, ex-vocalista da banda de rock Titãs, já tinha experiência como ator em cinema e TV quando estreou nos palcos, em 2016. O desafio foi viver o lendário trompetista norte-americano de jazz Chet Baker (1929-1988). Miklos apresenta o espetáculo "Chet Baker, Apenas Um Sopro" no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, Zona Sul do Recife, neste domingo (1º), em duas sessões: às 18h e às 20h. No trabalho teatral, o ator vive o astro do jazz em um momento de fragilidade. Com direção de José Roberto Jardim e dramaturgia de Sérgio Roveri, a peça ainda traz no elenco Anna Toledo, Jonathas Joba, Piero Damiani e Ladislau Kardos.

No fim da década de 1960, Chet Baker foi violentamente espancado em uma rua de São Francisco. A agressão, que teria sido motivada por dívidas com traficantes, produziu no trompetista um efeito devastador: ele teve os lábios rachados e perdeu alguns dentes superiores, sendo obrigado a interromper a carreira até se recuperar dos ferimentos. "A maneira que o Sérgio Roveri (dramaturgo) escolheu pra contar essa história foi justamente sobre um momento muito delicado da história de vida do Chet, que é o momento do espancamento na rua, e é o momento que a peça inicia, quando ele tenta retomar a carreira", explica Miklos. Na primeira sessão de gravação após sua recuperação, o músico está inseguro em relação à sua volta. Seus companheiros de estúdio, um contrabaixista, um baterista, um pianista e uma cantora, também. Mas o produtor, amigo de Chet, confia no seu retorno. "O autor conseguiu delinear bem a relação dos músicos. A peça é dramática, com um personagem denso e conturbado. Ali a gente fica diante da insegurança deste grande artista e a expectativa do público, após ele sofrer a agressão", comenta Paulo.

Elenco de

Elenco de "Chet Baker, Apenas Um Sopro" - Crédito: Divulgação

O espetáculo conta com música ao vivo, mas não é um musical. "Tem muita emoção, também é divertido e tem algumas músicas que o Chet Baker gravou", comenta Paulo, que ainda acrescenta: "As pessoas identificam em mim um músico, e é interessante porque quando eu tenho um instrumento nas mãos, todo mundo acredita que eu vou tocar aquele instrumento, e é justamente a questão da peça, 'será que o Chet Baker vai tocar, ou não?'".

Let's Get Lost
Ícone do jazz mundial, Chet era autodidata e começou a tocar aos 13 anos, em Los Angeles, quando ganhou um trompete de presente do pai. O músico alcançou a fama muito cedo, em 1952, quando aos 21 anos foi convidado a tocar com o mestre Charlie Parker. Paulo Miklos, aliás, estudou a vida do artista para construir a interpratação. O documentário "Let's Get Lost" foi uma das principais fontes. "É um documentário feito por um fotógrafo muito amigo do Chet, que o mostra na intimidade, e serve para quem quiser conhecer mais a respeito desse artista", indica.


Serviço:
Chet Baker, Apenas Um Sopro, de Sérgio Roveri
Teatro Luis Mendonça - Parque Dona Lindu - av. Boa Viagem s/n, Recife
Quando: 1º de setembro, às 18h e às 20h
Ingressos: R$ 40,00 (meia-entrada) e R$ 80,00 (inteira)
Pontos de venda: lojas Ticketfolia nos principais shoppings, horário comercial
Venda online: eventim.com.br
Classificação: 14 anos 


 

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