'The Cloverfield Paradox' é uma surpresa repleta de clichês

Lançado, sem aviso prévio, na Netflix, o filme se conecta com os anteriores da franquia

Trama é sobre um grupo de astronautas que fica preso em uma estação espacialTrama é sobre um grupo de astronautas que fica preso em uma estação espacial - Foto: Netflix/Divulgação

Mesmo com as redes sociais, a publicidade abundante e os sites específicos de cultura pop, o lançamento de "The Cloverfield paradox" conseguiu surpreender a mídia especializada. A terceira parte da franquia "Cloverfield", que começou de forma vibrante em 2008 com o filme homônimo e cresceu em 2016, com "Rua Cloverfield, 10", entrou no catálogo da Netflix no dia 4 de fevereiro. 

O filme foi lançado diretamente para a plataforma digital, logo depois do Super Bowl, maior evento esportivo dos Estados Unidos. Foi uma surpresa: o que seria apenas a divulgação do trailer durante o evento, prática tradicional de filmes e séries, que pagam milhões pelo espaço publicitário, resultou no lançamento imediato do longa-metragem, que não tinha uma data de estreia prevista.



A produção conta a história de um grupo internacional de astronautas que vai para uma estação espacial para solucionar uma grave crise de energia que ameaça a vida na Terra. O que seriam meses de trabalho se torna uma ocupação que se estende por anos de tentativas e falhas - enquanto o tumulto no planeta agrava as relações entre os países, indicando a possibilidade de guerra.

Assim como "Rua Cloverfield, 10", a conexão com o filme original surge aos poucos, com o conhecimento dos espectadores a respeito da história e de citações indiretas a outros filmes. Os anteriores já haviam sugerido que a invasão alienígena estava associada a um problema com um satélite, e neste filme vemos os eventos que iniciaram todas as crises sequentes.

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A história se desenvolve com uma sequência impressionante de clichês, sendo possível antecipar os principais pontos de virada do roteiro. Esse problema é especialmente curioso pensando que entre os méritos dos dois primeiros filmes da franquia estava a maneira criativa e empolgante como superavam os limites dos gêneros e se tornavam algo maior e mais fascinante.

O elenco tenta injetar emoção nesse roteiro, mas além de Hamilton (Gugu Mbatha-Raw), cientista que se afastou de seu marido e de uma história de sofrimentos para trabalhar no espaço, não há nada especial. Todos se encaixam em clichês: Kiel (David Oyelowo), o líder corajoso; Schmidt (Daniel Brühl), o cientista ambíguo; Mundy (Chris O'Dowd), o engenheiro humorado.

O principal problema do filme é falhar em repetir uma certa essência particular, uma forma de contar uma história que mesmo dentro de gêneros tradicionais - horror e ficção científica - conseguia mostrar lances de criatividade. Há méritos neste novo, mas ele não consegue se diferenciar de forma evidente de outros exemplares melhores de horror no espaço, como "Alien" ou "Vida" (2017).

Cotação: regular

 

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