Thiago Soares, bailarino do Royal Ballet de Londres, se apresenta em Pernambuco

Em turnê pelo Brasil com o espetáculo 'Thiago Soares e amigos', o bailarino sobe ao palco do Teatro Guararapes nesta quinta-feira, ao lado de artistas locais

Thiago Soares prepara artistas pernambucanos para apresentação em OlindaThiago Soares prepara artistas pernambucanos para apresentação em Olinda - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

O fluminense Thiago Soares, de 38 anos, ganhou fama ao se tornar o primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres. Ele esteve no mais alto posto da renomada companhia de dança britânica de 2006 até janeiro deste ano, quando anunciou um novo passo na carreira. Deixou o cargo para virar primeiro convidado e, dessa maneira, conseguir levar adiante outros projetos. Um deles é a turnê do espetáculo "Thiago Soares e amigos" por sete cidades brasileiras, incluindo Olinda.

Em cada lugar visitado pela turnê, é realizada uma audição para escolher os dançarinos que integram as apresentações. Em Pernambuco, foram selecionados 42 artistas, com idades entre 11 e 41 anos. Eles acompanharão Thiago no palco do Teatro Guararapes, nesta quinta-feira (28) , às 20h, ao lado de Mayara Magri, primeira solista do Royal Ballet. As coreografias passeiam por diferentes estilos, do clássico ao frevo, passando pela dança de rua. Os ingressos custam R$ 120 e R$ 60 (meia-entrada).

A dança entrou na vida de Thiago através de um grupo de street dance, em Vila Isabel, bairro do subúrbio carioca onde ele cresceu. Foi para aperfeiçoar os movimentos nas danças urbanas que, aos 15 anos, começou a estudar balé clássico. Depois de dois anos, já fazia parte do corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e, aos 21, foi convidado a ingressar no Royal Ballet.



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A história de ascensão do bailarino de origem humilde que ganhou o mundo serve de inspiração para muitos jovens artistas. Para quem almeja seguir seus passos, persistência e dedicação são as duas palavras que não saem da boca de Thiago. "Essa é uma vocação que nos leva a provar um monte de coisa: que isso é emprego, que dá para viver disso, que não tem nada a ver com gênero ou sexualidade. Então, faça seu trabalho com seriedade e isso, com certeza, vai reverberar nos outros", defende.

Fazer parte de um dos grupos de dança mais importantes do mundo durante tanto tempo deu ao brasileiro a experiência necessária para alçar voos próprios. Embora mantenha contrato com a companhia, o bailarino agora tem mais tempo para planejar seu futuro. Um filme inspirado na sua trajetória de vida está sendo preparado pelo cineasta Marcos Schechtman e deve estrear em 2021. Até lá, ele escreve sua autobiografia e ensaia um passo ainda mais ousado. "Estou no caminho de ter uma espécie de sede minha, provavelmente aqui no Brasil", revela, sem entrar em detalhes.

A imagem do Cristo Redentor tatuada no braço direito revela que os anos morando fora do Brasil não apagaram as origens do bailarino, que segue em turnê pelo País até novembro. "Sempre tive a regra de que sou um brasileiro vivendo fora. Nunca quis ser uma cópia de um bailarino russo ou inglês. Tento sempre lembrar do que é nosso, como o gingado, a rapidez e a sensualidade, e levar esses elementos comigo. Isso me deu uma assinatura própria e prova que ter orgulho da nossa identidade tem valor", comenta.

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