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LANÇAMENTO

"Todo mundo em Pânico 6" estreia nesta quinta-feira (4) nos cinemas brasileiros; saiba mais

Quinze anos após o último filme, a franquia retorna com personagens clássicos e a mesma disposição de transformar o absurdo em espetáculo

"Todo mundo em Pânico 6" resgata personagens que participaram de filmes da saga junto com as piadas que, em vez de enterradas nos anos 2000, são resgatadas"Todo mundo em Pânico 6" resgata personagens que participaram de filmes da saga junto com as piadas que, em vez de enterradas nos anos 2000, são resgatadas - Foto: Divulgação

Quase quinze anos após o último filme e mais de duas décadas depois de transformar o absurdo em linguagem cinematográfica, "Todo Mundo em Pânico" retorna aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (4) disposto a fazer exatamente aquilo que sempre fez: ultrapassar qualquer limite que encontre pela frente. O sexto filme é dirigido por Michael Tiddes ("Inatividade Paranormal" e "50 tons de preto"). 

O retorno marca também a volta dos irmãos Wayans à franquia depois de quase vinte anos afastados. Ao lado deles, Anna Faris e Regina Hall retomam os papéis de Cindy Campbell e Brenda Meeks, duas das personagens mais icônicas da saga.

Vinte e seis anos depois de escaparem de um assassino mascarado bastante familiar, Cindy, Brenda, Ray e Shorty voltam a ser perseguidos enquanto a franquia mira seu alvo favorito: parodiar o cinema de terror. O sexto filme vem como respiro de esperança depois do quinto decepcionar o público e ficar com apenas 4% de avaliações positivas no Rotten Tomatoes. 

Com 77% de aprovação no Rotten Tomatoes, o sexto filme chega aos cinemas apostando justamente naquilo que fez da franquia um fenômeno dos anos 2000. Não existe compromisso com elegância, sutileza ou bom comportamento. 

“Todo mundo em Pânico 6” resgata personagens que participaram de filmes da saga junto com as piadas que, em vez de enterradas nos anos 2000, são resgatadas, assumindo o risco do “cancelamento”, mas de forma consciente com o contexto social e político atual.

Paródias
O longa-metragem não deixa de lado suas paródias. Desta vez, ninguém está a salvo. Nem a boneca assassina de "M3gan", nem os palhaços de "Terrifier 3", nem o body horror de "A Substância". Pelo trailer, também sobram piadas para "Corra", "Ma", "Smile" e "Halloween".

Sem limites
O curioso é que a franquia continua funcionando exatamente porque se recusa a amadurecer. Em uma época em que toda piada passa por filtros, revisões e debates intermináveis sobre o que pode ou não ser dito, "Todo Mundo em Pânico 6" parece existir para testar até onde vai a paciência do público.

Porém, é justamente aí que a saga captura a atenção e fidelidade. Ele não acerta sempre e parece saber disso, o filme se eleva pelas piadas boas e por reconhecer piadas ruins e, mesmo assim, utilizá-las. Toda vez que aparenta ter encontrado um limite, a série decide ultrapassá-lo.

Foi assim em 2000, quando transformou slashers adolescentes em piada. Foi assim ao longo de suas sequências. E continua sendo agora, satirizando remakes, prequels, requels, spin-offs e praticamente qualquer tendência recente do terror. Nenhum clichê sobrevive.

Enquanto espera 
A divulgação do filme parece entender perfeitamente essa proposta. Para aquecer os saudosistas, a campanha lançou uma plataforma interativa que permite o público dar ordens ao Ghostface parodiado pela franquia. Também levou seu humor para a Times Square, em Nova York, onde parte do elenco participou de um enorme hotbox dentro de uma caixa de vidro instalada no local.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Para participar basta entrar no site, digitar a sua data de nascimento na ordem norte-americana (mês/dia/ano). Você pode pedir para o Ghostface fazer coisas simples como dançar, pular e beber chá, por exemplo, ou ir além, pedindo para que ele imite Cindy Campbell (Anna Faris, "Para Maiores") ou Brenda Meeks (Regina Hall, "Uma Batalha Após a Outra'), entre outras coisas. 

A ação parece resumir bem o espírito do longa: chamar atenção, provocar estranhamento e transformar o absurdo em espetáculo. Existe apenas uma missão: fazer o público morrer. De rir.

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