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Tony Gordon, campeão do 'The Voice', embala feriadão em Gravatá

O cantor, que venceu a edição 2019 do programa, é uma das atrações do tradicional Gravatá Jazz Festival, que movimenta o Agreste pernambucano durante os dias de Carnaval

Tony Gordon, campeão do The Voice Brasil 2019Tony Gordon, campeão do The Voice Brasil 2019 - Foto: Divulgação

Enquanto o Recife e Olinda fervem com a animação dos blocos, o Agreste de Pernambuco vira reduto de quem é apaixonado pelos ritmos originados nas comunidades negras dos Estados Unidos. Pelo quinto ano consecutivo, o Gravatá Jazz Festival (GJF) será uma das principais opções de diversão fora do circuito carnavalesco durante o feriado prolongado. De 22 a 25 de fevereiro, diferentes nomes do blues e do jazz passarão pelo Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar. O cantor Tony Gordon, vencedor do "The Voice Brasil" em 2019, é uma das atrações principais da programação. Ele se apresenta no domingo, a partir das 22h, com acesso gratuito.

Com 54 anos de idade, Tony carrega no currículo mais de três décadas de uma respeitada carreira musical. A projeção nacional, no entanto, só veio com a participação no programa da TV Globo. Na final da oitava edição do reality show, ele recebeu 36,62% dos mais de 18 milhões de votos. A vitória transformou consideravelmente a vida do artista.

"Mudou tudo: projeção de shows, exposição, vida própria. Fico pensando como seria isso na trajetória de alguém jovem, que às vezes não tem a postura para lidar com algumas coisas. É meio complicado, mas no meu caso não poderia ter acontecido algo melhor", declara o cantor, em entrevista à Folha de Pernambuco.

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Apesar da satisfação com a vitória, Tony resistiu à ideia de participar do The Voice. Tanto é que sua inscrição foi feita pelo filho, William Gordon, baixista e vocalista da banda Jamz, segundo lugar na primeira edição do reality "SuperStar", também da Globo. "Você sempre tem um pé atrás quando não sabe como algo será. Fui lá e aconteceu o que aconteceu: uma das experiências mais incríveis da minha vida", afirma o músico, que diz não ter encarado o programa como uma competição. "Coloquei na cabeça que eu deveria subir no palco, dar o meu melhor e deixar que os técnicos resolvessem os pepinos", comenta.



Tony começou a cantar profissionalmente aos 19 anos, mas a música já havia atravessado o seu caminho muito antes. Filho dos crooners Denise Duran e Dave Gordon, sobrinho da cantora Dolores Duran (1930-1959) e afilhado do músico César Camargo Mariano, o cantor cresceu cercado por fortes referências musicais. "Numa mesa de jantar com pai, mãe e irmã cantores, as conversas eram todas sobre música. Era meio difícil fugir disso. Os princípios da arte que minha família sempre defendeu foram me envolvendo e, sem eu perceber, virou parte da minha essência de vida", declarou.

Ainda sem previsão de lançamento, o primeiro álbum de Tony está sendo cuidadosamente planejado. Além de R$ 500 mil e um carro zero, o músico ganhou como prêmio do reality um contrato com a Universal Music. "Preciso fazer isso com muito carinho, porque é um passo bem delicado na minha carreira. Sou um artista que nunca deu prioridade a gravar discos. Sempre me moldei a sair de casa para fazer shows ao vivo. Não dá para fazer algo em dois meses, depois de uma vida toda de trabalho. Estamos com muita calma, escolhendo parcerias bacanas, para fazer algo realmente incrível", explica.

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