Trajetória feita na base da controvérsia

Na série “Nada Será Como Antes”, Alejandro Claveaux interpreta galã que migra do rádio para a televisão

Governador destacou equilíbrio fiscal e orçamentário de PernambucoGovernador destacou equilíbrio fiscal e orçamentário de Pernambuco - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

 

Alejandro Claveaux estreou na tevê há seis anos, em “Clandestinos”. Apesar do tempo relativamente curto, o ator coleciona papéis controversos. Depois de interpretar o vilão César, em “Alto Astral”, ele encarna o também ator Rodolfo, de “Nada Será Como Antes”. Na série de Guel Arraes e Jorge Furtado, o personagem já era um sucesso nas radionovelas quando migrou naturalmente para a tevê. “Ele era um nome bem popular e, quando a tevê chegou no Brasil, foi convidado para interpretar o mocinho da primeira telenovela”, conta. Para se transportar para o universo de 1940, quando o rádio era a grande distração das pessoas, o ator buscou referências do periodo. “É uma época muito distante. Então, li bastante sobre como essas produções eram feitas”, revela.

Mas o grande “pulo do gato” na trama de Rodolfo não é a sua ligação com as novelas. Homossexual assumido, o personagem começa a problematizar a sua orientação sexual quando tem de lidar com o assédio que a tevê proporciona. “As pessoas começam a se interessar muito pela vida pessoal dele e rola um preconceito”, conta. Por isso, se depara com um dilema na série. “Quando ele se vê na mira da imprensa, percebe que precisa esconder isso. Quanto mais famoso ele fica, mais tem de deixar de ser quem realmente é. E isso é uma tragédia para ele”, frisa. Segundo o ator, a preparação que fez com o argentino Eduardo Milewicz foi fundamental para que conseguisse alcançar as angústias e inseguranças de Rodolfo. “Além disso, também assisti a muitos filmes e séries, como ‘Sense8’ e ‘Mad Men’”, entrega.

Para Alejandro, há uma diferença muito grande entre estar em uma produção aberta ou fechada. “É engraçado receber, a cada semana, um capítulo da vida de um personagem. E, no trabalho seguinte, receber a história dele já fechada”, compara. Apesar das diferenças, o ator jura que não tem um formato preferido. “Sou meio ‘fominha’. Gosto de trabalhar”, diz, aos risos. Com tantos personagens distintos no currículo, Alejandro faz planos de interpretar um papel mais “normal”. “Tenho muita vontade de fazer um mocinho, um galã daqueles que vai sofrer o tempo todo”, diverte-se.

 

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