Trama de "Sol Nascente" está sem destino

Belos cenários e atores consagrados não seguram o enredo vazio da novela

O coro do STBNB na Capela David MeinO coro do STBNB na Capela David Mein - Foto: Reprodução/Divulgação

Junto com a estranheza de uma novela que usa a temática japonesa como pano de fundo com poucos atores orientais no elenco, “Sol Nascente” deixa a desejar – também em outros pontos –, depois de uma boa maré de novelas das seis.

O folhetim de Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fischer foi atrás de resgatar o clássico da teledramaturgia, com amores impossíveis, mocinhas e vilões. Mas, com um roteiro fraco, a história caminha do nada para lugar nenhum.

Dirigida por Leonardo Nogueira, “Sol Nascente” esbanja sequências bonitas – como é de praxe nas novelas de Negrão, onde a praia é quase um personagem dentro da trama. O bonito cenário não esconde a fraca sequência de cenas e a novela não surpreende.

Para o casal de protagonistas, Nogueira e Negrão fizeram uma aposta inteligente. Giovanna Antonelli e Bruno Gagliasso, intérpretes de Alice e Mário, roubam a cena em qualquer produção que estejam. Consagrados, os atores sempre se destacam, ainda quando não têm o posto principal. No entanto, a dupla não apresenta a “química” necessária para dar veracidade a um casal apaixonado. Mário quer conquistar a amiga de infância, que não o vê com os mesmos olhos. Mas a disputa dele pelo amor de Alice não convence.

A “torcida” maior fica pelo relacionamento de Lenita e Vittorio, de Letícia Spiller e Marcello Novaes, que vão reeditar a boa parceria de “Quatro por Quatro”. Ainda há, no elenco, outros atores que se destacam de maneira positiva. Aracy Balabanian está em um de seus melhores momentos como a matriarca Geppina.

No ar há pouco mais de um mês, “Sol Nascente” ainda não mostrou a que veio. O estilo romance “água com açúcar” não tem chamado a atenção da audiência, que registra a pior média no horário dos últimos dois anos.

Em algumas semanas, a reprise de “Cheias de Charme“, no “Vale a Pena Ver de Novo”, superou a média de 15 pontos registrado pela atual novela das seis. Com esses revéses, o caminho fica ainda mais longo para Negrão e sua equipe, que se saíram bem em tramas como “Tropicaliente” e na recente “Flor do Caribe”. Mas o jogo po­de virar e os grandes no­mes que cercam a novela são perfeitamente capazes de fazer o trem andar nos trilhos.

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