Três espetáculos refletem sobre os lugares da mulher

Caixa Cultural Recife abriga, a partir da quinta-feira (26), a Trilogia do Feminino, com solos de dança-teatro

"A mulher que cuspiu a maçã", da "Trilogia do Feminino""A mulher que cuspiu a maçã", da "Trilogia do Feminino" - Foto: Duda Las Casas/Divulgação

Ressignificar suas realidades e perspectivas de vida, dar um giro em 180°, olhar — e enxergar, priorizar — a si mesma. Empoderamento feminino é uma questão que, apesar de muito falada atualmente, não parece ser discutida suficiente.

Três dias de imersão em três diferentes perspectivas da realidade da mulher é o que propõe a mineira Rosa Antuña com sua "Trilogia do Feminino", solos de dança-teatro que entram em cartaz a partir desta quinta-feira (26), na Caixa Cultural Recife. As montagens serão encenadas até o sábado (28), e voltam na próxima semana, de 2 a 4 de novembro.

Apesar de poderem ser vistos como espetáculos separados, os três solos conectam suas histórias no resgate à força da mulher. “Depois do primeiro solo, 'Mulher Selvagem', eu vi que o assunto continuou reverberando dentro de mim, ainda tinha muita coisa para falar. Ele fala mais da descoberta da força feminina, e aí o segundo solo, ‘O Vestido’, fala de como a mulher usa essa força no mundo. Trata de uma questão de empoderamento. O terceiro e último, ‘A mulher que cuspiu a maçã’, traz uma reflexão sobre a mulher contemporânea, os relacionamentos românticos, os condicionamentos que a gente traz e o caminho para essa libertação”, interpreta Rosa, bailarina, atriz, diretora e também coreógrafa das peças.



A mulher — protagonista na peça, no palco, na própria vida — é qualquer uma: eu, você, Rosa, Eva. Mulheres que cuspiram suas maçãs. "É Eva, é também Branca de Neve, é sobre uma mulher que não aceita a história que contaram para ela, uma mulher que não acredita que ela veio da costela de homem nenhum. E ela cospe essa maçã na cara de quem for contra a verdade que ela busca. Essa mulher não morde veneno nenhum, ela não é uma pobre princesinha que morde a maçã envenenada", reflete a bailarina.

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Recife é sortudo: é apenas a segunda vez que Rosa apresenta o formato da trilogia nas apresentações. “Eu acho que é bem mais rico para a plateia assistir os três. Espero que esse interesse seja despertado no Recife desde o primeiro espetáculo, acho que tem uma troca mais profunda. A arte em mim e no que eu busco não é mero entretenimento, é um veículo para um processo de despertar, uma cura para um processo pessoal que alguém esteja passando”, desenvolve a coreógrafa.

Serviço:
Trilogia do Feminino
De 26 a 28 de outubro e 2 a 4 de novembro, às 20h
Na Caixa Cultural Recife
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada)
Informações: (81) 3425-1915

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