Tricô – a união entrelaçada de fios

O tricô manual está na moda, não só pela beleza das peças e nem por ser um bom gerador de renda, mas por beneficiar a saúde e ajudar a prevenir doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson.

Peças de tricôPeças de tricô - Foto: Mariomar Teixeira

ANTES DE INICIAR O TEXTO DO ASSUNTO DE HOJE, COMUNICO A PEDIDO DA ASSOCIAÇÃO DOS OSTEOPATAS DO BRASIL – AOB A RESPEITO DA INFORMAÇÃO APRESENTADA, A SEGUIR, QUE NÃO CONDIZ COM A VERDADE:
1. A RESPEITO DO TRECHO “NO BRASIL, A OSTEOPATIA É UMA ESPECIALIZAÇÃO REALIZADA PARA MÉDICOS E FISIOTERAPEUTAS...”

É IMPORTANTE ESCLARECER QUE, NO BRASIL, A OSTEOPATIA É UMA ESPECIALIDADE DO FISIOTERAPEUTA, SENDO RECONHECIDA E DISCIPLINADA COMO ESPECIALIDADE PROFISSIONAL DO FISIOTERAPEUTA PELAS RESOLUÇÕES COFFITO Nº 220/2001 E Nº 398/2011.

AGRADEÇO O ESCLARECIMENTO FEITO A MIM E AOS LEITORES, DISPONIBILIZANDO A COLUNA AOS OSTEOPATAS SEMPRE QUE SE FAÇA NECESSÁRIO PARA EXPOR TÉCNICAS E INFORMAÇÕES PARA MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DE TODOS.

O assunto de hoje é tricô. O tricô é minha essência, está além de uma paixão.

Antes de ter aulas de tricô (utiliza normalmente duas agulhas para entrelaçar o fio, criando uma peça que pode ser meia, calça, blusa, vestido, entre outras), já possuía minha agulha número 4, branca e um novelo de lã em pleno sertão de Pernambuco. Meu pai perguntava o porquê de ter algo que não iria usar, eu falei que iria sim aprender. O fato que todas as mulheres da minha família materna são excelentes em artesanato, principalmente crochê e bordado. Apesar de ter aprendido ambos, insistia que iria aprender tricô.

Quando cheguei à casa da minha amiga de infância, Luciane Dias Tonsig, ao ver a sua tia tricotando, eu fiquei na frente de Tia Ignez Dias Erberelli, ajoelhada implorando para que me ensinasse a tricotar. Tia Ignez, que nunca tinha me visto, gargalhava e pediu para sentar ao seu lado. Falou que só teria 15 (quinze) dias para aprender. Ao chegar ao décimo dia, ela falou estar espantada por ter uma aluna tão aplicada e que aprendia tão rápido. Ela dava aula de tricô em São Paulo.

No sertão de Pernambuco fazer tricô não era o comum em 1980. Mal tinha lojas de fios para crochê, imagine para tricô. Minha Tia Virginia da Conceição me presenteou com o primeiro estojo de agulhas e alguns fios para tricotar. Os primos quando me viam fazendo o tricô, eles diziam que iria ficar solteirona por tricotar, mas isso não impediu a minha dedicação ao tricô.

Com a minha mania de independência financeira, logo estava comprando fios grossos de algodão para fazer bolsas de tricô e vender. Adorava ver o meu pai rindo das minhas negociações e ele ficava surpreso por eu fazer sucesso.

Minha mãe ficava desesperada quando eu fazia um novo casaco de tricô, não tendo aonde usar, colocava para fazer os meus passeios à tarde em Petrolina em um calor de mais de 35º graus. Claro que eu queria me amostrar e apresentar o meu talento. Óbvio que ela me proibia de sair vestida com eles, afinal era loucura usar um casaco de lã em pleno sertão de Pernambuco, e não estamos falando do período do São João que tem um agradável clima em Petrolina-PE, até hoje.

Muitas amigas de minha mãe e até minhas amigas, quando viajavam para locais frios, pediam para que eu tricotasse uma peça ou mais para elas.

Quando conclui o ensino médio, o terceiro ano de magistério, meu pai perguntou o que gostaria de ganhar de presente. Sem pestanejar: - uma máquina de tricô. Fato concretizado.

Ao morar em Recife, sempre tinha encomendas de tricô, assim como o apoio da minha sogra Terezinha Gomes de Almeida e da minha Tia e Amiga Avanny Gomes, esta se tornou vendedora assídua das minhas peças.

Em Brasília, só faltava montar tenda no Armarinho Milano do Conjunto Nacional, enlouquecia com os fios em lançamento e as promoções. Lá conheci a professora de tricô e crochê Hildete Almeida. Após insistência dela, participei de um encontro no dia 15/06/2013, no Armarinho Milano da Asa Norte, que oxigenou a minha vida. A partir dali só participava de reuniões, aulas e encontros com o tricô na mão.

Atualmente faço parte de três grupos de tricô pelo e-mail, que são: [email protected]; [email protected]; e [email protected]. Além de vários grupos no Facebook.

Por que estamos falando do tricô?

Na verdade, pesquisas mostram que artesanatos com a mão como crochê, tricô, renda de bilro, frivolité, entre outras, por exigirem raciocínio, concentração e coordenação motora beneficiam a saúde. Em Recife, fiquei orgulhosa em ver médicos sugerindo aos seus pacientes fazerem tricô. Principalmente os homens, para relaxarem.

Não se sabe a origem do tricô
, mas foram encontradas peças de tricô de 1200 d.C., no Egito. Assim como há registro que quem mais fazia tricô eram os homens, as mulheres ficavam responsáveis em pintar e preparar os fios para serem trabalhados. Aqui no texto, disponibilizo aos interessados o endereço eletrônico da História Secreta do Tricô, mas o documentário é todo em inglês.

O tricô manual está na moda, não é só por causa da beleza das peças e por ser um bom gerador de renda, pois relaxa e melhora a autoestima de quem faz. O primeiro fator é a saúde, pois a ação de tricotar é um estímulo para o complexo neurológico, nos mantêm hábeis e é vital para retardar o aparecimento de problemas cognitivos, colocarmos em funcionamento as áreas motoras do cérebro, as áreas responsáveis pela sensibilidade, pela parte visual, auditiva e a de linguagem o que ajuda a prevenir doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson. O segundo fator são os fios, alguns não podem ser usados em máquinas, por serem muito delicados.

Em avião não se pode viajar com as agulhas de tricô, dessa maneira, é comum ver pessoas tricotando com os dedos ou com as mãos. Eu normalmente faço belos cachecóis quando estou viajando.

Aqui no Nordeste Brasileiro é comum ver renda, crochê, bordado, mas não é comum ver o tricô. Houve um período que possuíam duas lojas que vendiam material para tricô: Casa das Rendas e Casa Cabus (eu era cliente assídua).

Os fios Círculo e Coats Corrente encaminham receitas para os que se registram no site. Mas quando preciso de revistas com últimos lançamentos, eu sempre encomendo na Banca Paulista, com a atenciosa Marily Luna.

Atualmente, existe um forte movimento de debate, técnicas e benefícios do tricô e outros artesanatos que serão apresentados e discutidos no 6º Congresso Brasileiro de Tricô e outras manualidades ( www.congressobrasileirodetrico.com.br), nos dias 6 a 8/04/18, no Hotel Nacional Inn - Rua Lourenço Pinto, 456, Curitiba-PR. Contato: (41) 3322-4242. E-mail para reserva [email protected] - com Lucimara (importante avisar que é para o Congresso de Tricô).

No Youtube há o canal do Tricota Curitiba em https://www.youtube.com/tricotacuritiba e o site em www.tricotacuritiba.com.br.

Finalizo com o pensamento do nosso grande Poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987): “Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo.” Que você use as suas mãos para liberar suas emoções da maneira mais construtiva para você e para os que estão ao seu redor.

Milhões de beijos iluminados,


DOCUMENTÁRIO:

A história secreta do Tricô - The Secret History Of Knitting - https://www.youtube.com/watch?v=bJiN9GNrDpA&sns=fb

EMPRESAS MENCIONADAS NO TEXTO:

Armarinho São José - https://www.armarinhosaojose.com.br

Armarinho Milano - Shopping Conjunto Nacional - Setor de Diversões Norte – Brasília-DF. Contato: (61) 3326-1263.

Aslan - http://www.aslan.com.br

Banca Paulista - Av. Conselheiro Aguiar, 4234 - Boa Viagem, Recife–PE. Contato: (81) 3326.6264.

Bazar Horizonte - http://www.bazarhorizonte.com.br/

Círculo - http://www.circulo.com.br

Coats Corrente - http://www.coatscorrente.com.br/

* Mariomar Teixeira - Numeróloga & Consultora: de Feng Shui, de 4 Pilares e de Zi Wei Dou Shu. Contatos: (81) 99807.4568 - Tim e WhatsApp / (81) 99100.9617 (Claro) – E-mail: [email protected]

Formada em Secretariado na UFPE com mestrado em Extensão Rural e Desenvolvimento Local na UFRPE. Filha, esposa e mãe. Ama ler, estudar, tricotar e cozinhar. Dedica-se aos estudos de metafísica desde 1980, principalmente Numerologia. Em 1993, além de assumir um concurso público federal, também o trabalho como numeróloga é reconhecido. Colunista da Folha de Pernambuco de 1998 a 2005, coluna Numerologia. No mesmo período foi colunista da Revista Club com as colunas: Holística e Lançamento de livros. Professora e Consultora de Feng Shui desde 1997.

* A Folha de Pernambuco não se responsabiliza pelo conteúdo das colunas.

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