Um chef pernambucano no 'MasterChef Profissionais'

Pedro Godoy, de 27 anos, está concorrendo com outros 13 chefs de cozinha no reality show da Band, exibido nas terças

Pedro Godoy, chef pernambucanoPedro Godoy, chef pernambucano - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

O chef pernambucano Pedro Godoy, de 27 anos, está na expectativa pela noite da próxima terça-feira (28), às 22h30. É quando ele será oficialmente apresentado dentro da etapa inicial do programa "MasterChef Profissionais", exibido na Band.

Os sete primeiros participantes foram ao ar nesta semana, no programa de estreia. Os sete restantes serão conhecidos pelo público apenas no próximo episódio. "Não posso falar nada acerca do que aconteceu durante as gravações e, principalmente, sobre o resultado das provas. Não posso dizer se vou ficar no programa ou não, mas estou, sim, muito feliz por ter sido escolhido para participar dele", admite o chef de cozinha.

Pedro é um conhecido dos amantes da gastronomia local, em menus como o do Vaporetto Container Bar, no bairro de Santana (Zona Norte do Recife), que está inclusive reformulando no momento. "Comecei profissionalmente aos dezessete, logo que saí da escola. Fui estudar gastronomia e no primeiro mês de aula, já comecei a estagiar e não parei mais. Por isso, apesar de ainda não ter trinta anos, já tenho passagem por uns dez restaurantes aqui do Recife", explica ele.

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O gosto por cozinhar começou ainda na infância. Sua mãe, a jornalista Silvana Victor, gostava de culinária e puxava os filhos, Sávio e Pedro, para a cozinha. "Pedro sempre foi muito observador e grudado comigo, desde sempre. Ele se chegou, a princípio, para estar por perto de mim. Ficava conversando e me observando preparar a comida. Depois, ele se aprimorou. Além do paladar apurado, lhe sobram talento e responsabilidade com o que faz. Hoje, a coisa se inverteu. Eu sou a grande fã", diz a mãe coruja.

O pernambucano estava vivendo no exterior desde 2015. Sávio, o irmão um ano mais velho, continua na Austrália. "Resolvi sair do Brasil para aprimorar minhas técnicas, buscar mais conhecimento, experimentar outras gastronomias. Fiquei três anos na Austrália e lá também trabalhei em cerca de dez restaurantes. Ainda estava fora quando resolvi fazer minha inscrição no programa", conta.

"A verdade é que nunca vislumbrei muito essa possibilidade, mas achei que tinha tudo a ver com minha personalidade e que, caso fosse escolhido, seria algo que me daria visibilidade. Estava trabalhando muito e sabia que meu nível estava de acordo com a competição, então isso me deu gás para me inscrever. Fiz isso e fui tocando minha vida, continuei fazendo minhas coisas. Aí, em junho, uns dois ou três meses depois, eu fui chamado", relembra Pedro. Além de tornar seu nome mais conhecido, Pedro acredita que o aprendizado e os contatos são os aspectos mais valiosos dessa experiência. "São todos chefs muito bons, de um nível muito alto. Tanto os jurados como os concorrentes. O contato maior, diário, é mesmo com os outros concorrentes. A gente acaba virando amigo, e isso abre portas para muitas oportunidades profissionais", destaca.

Para ir adiante no programa, os participantes terão que passar pelo crivo do trio de jurados Érick Jacquin, Paola Carosella e Henrique Fogaça. O vencedor ganha R$ 200 mil.

Thales Alves, primeiro homem trans do 'Masterchef Profissionais'

Thales Alves, primeiro homem trans do 'Masterchef Profissionais' - Crédito: Band/Divulgação

   Primeiro trans

Esta edição do "Masterchef Profissionais" também é marcada pela participação de Thales Alves, de Brasília (DF), primeiro homem transexual a estra na competição do reality. Thales foi elogiado por sua coragem no "Masterchef Profissionais", ao se revelar transexual.

“É para quebrar mais uma barreira de preconceito; para mostrar que (a cozinha) é um lugar muito seguro de trabalhar; para que as pessoas e esses empregadores tenham a ciência de que pessoas trans podem ter, sim, a cara do restaurante”, disse.

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