Um século de história na nova obra de Ignácio de Loyola Brandão

Publicação traz os 100 anos do Grupo Cornélio Brennand e revela um recorte da história de Pernambuco

Casa de Ferro, no Engenho São João, é considerada Patrimônio Histórico e símbolo da cultura pernambucanaCasa de Ferro, no Engenho São João, é considerada Patrimônio Histórico e símbolo da cultura pernambucana - Foto: Fred Jordão/Divulgação

Criado em 1917, um dos maiores e mais fortes grupos empresariais do Estado tem sua história contada por Ignácio de Loyola Brandão em “Grupo Cornélio Brennand - os primeiros 100 anos” - um muito bem ilustrado livro cuja tiragem de cinco mil exemplares será disponibilizada em museus e bibliotecas públicas.

O título envolve essa história familiar à história de Pernambuco, à da industrialização no Estado e dá uma aula de sucessão nos negócios. “O Edward Brennand que veio para o Brasil nasceu em uma fazenda inglesa em Lancashire, no ano de 1802. Aos 18 anos partiu rumo ao Brasil para trabalhar por conta própria”, segundo um trecho do livro. Passados os anos, é ainda a família quem gere os negócios do grupo e prepara os herdeiros para serem “acionistas responsáveis”, fundamental para a perpetuação das empresas. “Negócio é negócio. Ou é bom e destinado a florescer, ou ruim e devemos nos desfazer dele”, diz uma fala do pioneiro Ricardo Lacerda de Almeida Brennand.

Ao longo do último século, os negócios do grupo variaram - açúcar, telhas, cimento, vidro, cerâmica, citando alguns - e se fortaleceram. “Eles não são uma família conhecida só em Pernambuco, são internacionais. O que eu não sabia antes das pesquisas e entrevistas é a extensão da história deles. Essa condução dos negócios por um tempo tão longo, em um grupo tão sólido, é muito rara”, diz o escritor Ignácio de Loyola Brandão. “É uma espécie de livro de história, uma espécie de livro de aventura, uma espécie de livro sobre um homem. Quase um romance”, explica o autor.

Antes de passar seis meses lendo toda a pesquisa feita por Terezinha de Melo, Ignácio de Loyola encontrou a família Brennand. “Queria conhecer primeiro as pessoas, foi um encontro muito simpático, muito cortês. Na verdade, fui chamado porque ele queria algo semelhante ao feito para a (indústria de vidros) Nadir Figueiredo”, conta o escritor, que já assinou mais de 40 títulos de livros feitos por encomenda. “Quando faço livros desse tipo, sou preciso. Tenho minha ficção, meus romances, crônicas e tenho os institucionais. Só os aceito quando me interesso pelo assunto, porque tenho nesses livros uma ‘camisa de força’, não posso inventar nenhuma palavra, como não há uma só palavra inventada. E este tem a minha assinatura”, atesta o escritor.

Foram três anos de produção, entre pesquisas, leituras e escrita. O resultado é uma história que vale ser lida, da qual se pode tirar muitas lições de sucesso e recomeço e alguns outros lados da história recente de Pernambuco.

O autor

Ignácio de Loyola Brandão já assinou mais de 40 títulos, entre romances, contos, crônicas e livros infantis. É também um expert em livros sob encomenda e além do século de existência do Grupo Cornélio Brennand, assina também as histórias da vidraria Santa Maria, do Banco Itaú e do Teatro Municipal de São Paulo, entre outras. Atualmente, o autor escreve um romance, ainda sem título e sem data de lançamento.

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