Uma voz inesquecível: Edson Cordeiro volta ao Brasil e se apresenta no Recife

Artista traz repertório do novo disco em quatro apresentações na Caixa Cultural

Governador aproveitou reunião com os parlamentares para atualizá-los sobre o trabalho de combate ao derramamento de óleo nas praiasGovernador aproveitou reunião com os parlamentares para atualizá-los sobre o trabalho de combate ao derramamento de óleo nas praias - Foto: Hélia Scheppa

Edson Cordeiro despontou no mercado musical brasileiro na década de 1990, quando gravou um clipe ao lado da inesquecível Cássia Eller cantando “A rainha da noite/I can’t get no (Satisfaction)”. Para quem acha que o cantor de voz incomum anda sumido dos holofotes, vai a informação de que ele não largou a carreira artística. O contratenor, que vive na Alemanha há dez anos, continua se dedicando ao universo da música e está no Brasil para uma pequena temporada de shows. No Recife, serão realizadas quatro apresentações, desta quinta-feira (5) a sábado (7), na Caixa Cultural.

Edson volta ao País com o espetáculo “The countertainer” (“O contratenor”). Acompanhado do pianista Antonio Vaz Lemes, o cantor traz aos recifenses as músicas presentes no seu mais recente disco, “Paradiesvogel” (“Ave do paraíso”), lançado em 2015. “Como o nome sugere, algumas canções estão relacionadas ao universo dos pássaros, como ‘Assum preto‘, ‘Azulão’ e ‘Asa branca’, que eu gravei em alemão. Mas, como eu não costumo cantar muito no Brasil, não fico preso a um repertório. Quem vem acompanhando a minha trajetória, vai gostar do show”, afirma.

O repertório eclético sempre foi uma das marcas do intérprete. Com versatilidade, ele vai do erudito ao pop com naturalidade. Prova disso é o setlist que será executado em Pernambuco, que agrega canções como “Carinhoso”, de Pixinguinha, e “Lovesong”, de Adele. “Talvez, a razão dessa facilidade de transitar entre gêneros seja o teatro. Além de cantor, eu também sou ator. Comecei atuando em musicais. E um artista não pode interpretar o mesmo personagem a vida inteira”, opina Edson, que está se preparando para lançar um disco inteiro com fados portugueses.

Casado com o escritor alemão Olivier Bieber, o artista fixou residência em Berlim em 2007. Desde então, ele vem excursionando pela Europa, onde seu trabalho conquistou uma boa aceitação do público. “Eu sou de São Paulo, acostumado com uma realidade totalmente urbana. Fiquei encantado quando encontrei uma cidade como Berlim, que é tão desenvolvida, mas ainda assim tem muito verde e peixes nos rios”, relembra. Mesmo morando em outro continente, Edson segue atento ao que acontece em terras brasileiras. “Sou uma pessoa de antenas e não de raízes. Onde eu estiver, estarei sempre sintonizado com o mundo”, diz.

Graças à internet, o contratenor se mantém atualizado sobre as novidades na música brasileira. Um das cantoras da nova geração que ele gosta de acompanhar é a pernambucana Isadora Melo. “Ela é uma intérprete fantástica. E o mais legal é que ela traz para o trabalho dela uma porção de novos compositores muito talentosos. Cada palavra que ela canta é um descobrimento”, elogia. Quando está em sua terra natal, no entanto, o programa preferido do cantor não tem a ver com música. “A primeira coisa que eu faço é deitar na cama e ficar assistindo novela com a minha mãe. Esse contato com a família e os amigos é o que me faz falta no exterior”, compartilha.

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