Vencedores do Festival Nacional do Frevo torcem por mais espaço para difusão do ritmo

Entre os prêmios estão apresentações remuneradas no Carnaval 2019 e no Festival de Inverno de Garanhuns de 2018, além das gravações em estúdio de suas composições

Lourenço Gato, vencedor na categoria Frevo de BlocoLourenço Gato, vencedor na categoria Frevo de Bloco - Foto: Gustavo Gloria / Folha de Pernambuco

O amor pelo frevo e o desejo de que cada vez mais o ritmo possa se perpetuar com as novas gerações são sentimentos compartilhados pelos compositores que venceram o Festival Nacional do Frevo, realizado na última sexta (13), no Teatro de Santa Isabel. Em entrevista na tarde desta segunda ao apresentador Jota Batista, na Rádio Folha FM, 96.7, Bráulio Castro, Romero Bonfim, Lourenço Gato, Bené Sena e Parrô Melo reafirmaram o compromisso com a cultura de Pernambuco e torceram para que mais festivais possam expandir o legado do frevo.

Entre os prêmios concedidos pelo Festival,  estão apresentações remuneradas no Carnaval 2019 e no Festival de Inverno de Garanhuns de 2018, além das gravações em estúdio de suas composições.



Cantor e compositor pernambucano, Lourenço Gato tem uma carreira extensa e repleta de parcerias. Suas canções foram gravadas por ícones da música pernambucana, como Alceu Valença e Claudionor Germano. O artista ficou em primeiro lugar com a canção “No primeiro dia do nosso amor”.

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Com apenas 32 anos, o guitarrista e arranjador Bené Sena foi a revelação do Festival, vencendo com “Alvoroçado” na categoria frevo de rua. Ele conta que a palavra, muito comum no vocabulário do pernambucano, veio primeiro do que o próprio arranjo. “Eu achei interessante esse nome. Um tempo depois, o baterista Augusto Silva ligou pra mim pedindo um frevo de rua para colocar no CD dele”, conta Bené, que considera o Festival como um incentivo para a nova geração de instrumentistas.

Bráulio de Castro, colecionador nato de troféus em concursos de música, dividiu a composição em “Claudionor e o Menino do Frevo", que teve como intérprete o cantor Edcarlos. Na ocasião, o próprio Claudionor Germano prestigiou a homenagem que levantou o Teatro de Santa Isabel.

Segundo Castro, que já havia homenageado o saudoso compositor Expedito Baracho, falecido em 2017, faltava reverenciar o maior intérprete de frevo. “Foi a hora certa de homenagear Claudionor. Ele é muito querido. Já participei de muitos festivais, mas a emoção do Santa Isabel foi muito gratificante”, disse. A escolha do intérprete, o cantor Edcarlos, partiu do parceiro de composição, João Araújo. “Edcarlos foi fantástico, na hora que ele entrou ele levantou o Teatro de Santa Isabel”, lembrou.

Parrô Melo e Romero Bonfim, integrantes do Quinteto do Arraial, grupo formado em 2013 por cinco saxofonistas, ficaram em primeiro lugar na categoria frevo livre instrumental, com a canção “Primeiro de Maio”. A música surgiu justamente no dia do trabalhador em uma parceria que demonstrou entrosamento entre eles. Na avaliação da dupla, a cadeia de compositores é extensa e precisa de mais espaço. “Grandes compositores e arranjadores que faltam ser mais explorados. É necessário que mais festivais sejam realizados durante o ano”, conta Melo.

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