Vera Holtz defende sua vilã na novela "A Lei do Amor"

Atriz procura justificativas para as maldades da personagem

Senador discursou no plenário do Senado, nesta quarta-feira (22)Senador discursou no plenário do Senado, nesta quarta-feira (22) - Foto: Ana Luiza Souza/Divulgação

Vera Holtz é do tipo de pessoa que se considera uma operária em sua profissão. Mesmo ocupan­do o posto em que figuram os grandes atores da Glo­bo, a atriz não cai na armadilha de se deslumbrar com “status” ou personagens.

Depois de tipos mais caricatos e ligados à comédia, ela interpreta Magnólia, a grande vilã de “A Lei do Amor”. Apesar do peso que a antagonista car­re­ga, Vera garante que não faz grandes ressalvas na ho­ra de escolher seus papéis. “Eu não procuro esses personagens, eu encontro”, diz, com segurança.

No folhetim dirigido por De­nise Saraceni, Magnólia é uma mulher focada em seus objetivos pessoais. A personagem aceitou de bom grado a função de “mulher de político” – na história, é casada com Fausto, interpretado por Tarcísio Meira – e não mede esforços para que seus planos saiam do jeito planejado. “O mantra dela é: ‘faço tudo pela minha família’. Ela justifica to­das as maldades dela em ci­ma disso, de achar que está fa­zendo o que é certo pela famí­lia”, conta.

Alçada ao posto de vilã de novela, Vera acha gra­ça que sua personagem seja rotulada por isso. E afirma que defende seus papéis. “Embarco totalmente na história e não fico julgando”, ju­ra. Segundo a atriz, se manter imparcial diante dos acontecimentos da novela é a melhor forma de realizar seu trabalho com isenção. “É uma fic­ção. Eu tenho de ter isso na cabeça e ir atrás daquela tra­ma. É essa disponibilidade que eu tenho de ter”, argumenta.

Com o adiamento de “A Lei do Amor” – a novela seria exi­bida antes de “Velho Chi­co”, mas, por seu tom político, foi passada para depois do período eleitoral –, Vera ganhou a oportunidade de inter­pretar Magnólia também no prólogo do folhetim, que se passa nos anos 1990. “Achei ótimo poder explicar com mais propriedade quem é aquela mulher e os contextos dela”, afirma.

Mas, para isso, precisou fazer uma preparação para aparecer 20 anos mais jovem. Mark Coulier, ven­­cedor do Oscar por seu tra­­balho em “A Da­ma de Fer­ro” e “Grande Ho­tel Budapes­te”, foi o respon­sável pela ca­racterização. “Essa parte foi muito im­portante porque reafirma a personagem. Facilita muito o trabalho”, argumenta.

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