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'Violetas na Janela' traz reflexões sobre vida após a morte ao Teatro Guararapes

Adaptação da atriz Ana Rosa será apresentada pela primeira vez no Recife, neste domingo (26)

Ana Rosa traz adaptação para o teatro da obra espírita 'Violetas na Janela'Ana Rosa traz adaptação para o teatro da obra espírita 'Violetas na Janela' - Foto: André Furtado/Divulgação

O médium Chico Xavier (1910-2002) ainda estava fisicamente entre nós quando a atriz Ana Rosa subiu ao palco, em Uberaba (MG), cidade natal de um dos expoentes da Doutrina Espírita, e ouviu dele que “as violetas estavam sendo colocadas numa janela de luz”. Frase dita sobre o espetáculo teatral “Violetas na Janela”, adaptado do livro de Vera Lúcia Marinzeck e que há mais de duas décadas circula País. No Recife será a primeira vez neste domingo, às 18h, no Teatro Guararapes, que a montagem será apresentada.

“Hoje entendo o que o Chico quis dizer. Cada apresentação nos alimenta pela alegria, prazer e sensação de paz e conforto de passar mensagem de consolo por perdas de entes queridos”, explicou Ana à Folha de Pernambuco. No palco a atriz traz a história de Patrícia, que após morrer (desencarnar) aos 19 anos, vítima de aneurisma cerebral, relata suas vivências no “plano espiritual”, como o reencontro com a avó. “Faço questão de deixar claro que não fazemos um espetáculo só para espíritas. Assim como o livro é lido por pessoas de todas as religiões, no teatro encanta a todos”, reforça.

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E de fato, a leitura remete a peculiaridades da Doutrina, ao mesmo tempo em que exalta mensagens de amor, solidariedade e resignação. “Mostramos com simplicidade e lógica que a vida continua e que somos espíritos eternos e não findamos com a morte do corpo”, completa a atriz que dirige outras montagens teatrais com viés espírita.

Proximidade com a Doutrina
“Meu contato com o espiritismo começou aos 13 anos, quando li 'Renúncia'”, contou Ana, sobre livro ditado por Emmanuel e psicografado por Chico Xavier. A obra seria a primeira de uma sequência que viria influenciada por perdas pessoais da atriz. “Em 1961, meu filhinho Mauricio, com um ano e dois meses, desencarnou vítima de leucemia. Augusto César Vanucci, diretor da Globo, já falecido, me deu o livro 'O Evangelho Segundo o Espiritismo'”.

A obra integra uma coletânea de clássicos e serviu como pontapé para sua aproximação com a Doutrina. “Passei a ter um contato mais direto com as obras básicas de Kardec”, ressaltou ela.

Mas a dor da perda para a atriz voltaria em 1994, com a morte da filha adolescente em acidente. Ana Rosa (re)viveu o luto mas sob o alento das “amenidades” do espiritismo. Na época, novamente pelas mãos de amigos, ela teve o primeiro contato com o livro “Violetas na Janelas” e desde então, junto a outros 14 atores, permanece incitando, nos palcos, ressignificações sobre morte (e vida).

Serviço:
Espetáculo "Violetas na Janela", por Ana Rosa

Domingo (26), 18h, no Teatro Guararapes
Ingressos: R$ 124 (inteira) e R$ 62 (meia-entrada)/Plateia Especial; R$ 104 (inteira) e R$ 52 (meia-entrada)/Plateia e R$ 64 (inteira) e R$ 32 (meia-entrada)/Balcão, na bilheteria do teatro e nas lojas Ticketfolia e Eventim
Av. Professor Andrade Bezerra, s/n, Olinda

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